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TAP suspende alegado mentor da greve dos pilotos

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JOSÉ COELHO / LUSA

Paulo Lino Rodrigues está a ser alvo de um inquérito aberto pela companhia de aviação. Em causa, está o facto de ter prestado assessoria ao Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), incluindo durante a greve de dez dias que ocorreu em maio

Helena Bento

Jornalista

O piloto da TAP que prestou serviços de assessoria ao Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) foi suspenso pela companhia de aviação. A notícia é avançada este domingo pelo jornal Público.

A suspensão de Paulo Lino Rodrigues está relacionada com o inquérito que foi aberto pela TAP para averiguar se as funções assumidas pelo comandante no SPAC - pelas quais a estrutura sindical admitiu que terá sido remunerado -, colocaram em causa a segurança operacional da companhia nos voos que efetuou durante a greve dos pilotos, ocorrida em maio. 

Em causa, estão também questões éticas, visto que companhia de aviação entende que a atividade que desenvolve como consultor está relacionada com o cargo de funcionário da TAP.

Em comunicado emitido este sábado, o SPAC sustenta que "é falso" que o comandante Paulo Lino Rodrigues tenha sido o estratega da greve dos pilotos. A decisão de avançar com a paralisação de dez dias "foi decidida em assembleia de empresa, que decidiu manter a mesma devido à frustração das negociações com a administração da TAP".

"É falso que tenha participado nessas negociações. É falso que a actividade do comandante tenha tido qualquer influência nas decisões tomadas pelo SPAC no âmbito da declaração e manutenção da greve", lê-se no documento.

Paulo Lino Rodrigues já tinha desempenhado funções de assessoria no passado, mas interrompeu quando Jaime Prieto assumiu a presidência do sindicato dos pilotos, tendo regressado no ano passado. Além de funcionário da TAP, detém uma empresa de consultoria desde 2008, através da qual prestou serviços ao sindicato.