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Aos 15 anos, jovem descobriu planeta

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Observação feita por Tom Wagg, quando trabalhava temporariamente na universidade local foi oficialmente reconhecida dois anos depois: um pequeno ponto numa mancha de luz era mesmo um planeta. Do tamanho de Júpiter

Tom Wagg tinha 15 anos e ainda não tinha terminado o ensino secundário. Mas isso não o impediu de trabalhar na universidade local, por querer uma experiência de trabalho, que valeu ao jovem adolescente a façanha de descobrir um planeta.

Já não restam países ou mares para dar ao mundo, pelo que o espaço continua a ser a fronteira final, cenário passível de ser recatalogado.

E foi exatamente isso que o estudante e também trabalhador na Universidade de Keele na Inglaterra,  fez ao detetar uma 'anomalia' na quantidade de luz em determinada estrela, sinal de que um planeta se atravessava diante dela - um planeta por descobrir.

Dois anos depois da observação, foi esta quinta-feira dada oficialmenta razão ao estudante. Sem nome mas, com o número de catálogo WASP-142 B, o planeta visto por  Wagg é a mais recente adição aos 141 planetas até essa altura descobertos pela colaboração da universidade com o projeto WASP (que pode ser traduzido por qualquer coisa como Pesquisa de Planetas em Ângulos de Larga Escala).

Esta investigação mapeia os céus noturnos e as estrelas, procurando estas falhas e alterações de emissão de luz, causadas pelo trânsito de astros ou corpos celestes enquanto orbitam em volta das estrelas.

Ao analisar os dados dos arquivos da WASP, o jovem encontrou o planeta, que está a 1,000 anos/luz de distância da Terra. Com um tamanho semelhante a Júpiter, faz uma órbita à sua estrela em apenas dois dias, o que aumenta a ocorrência desta falha de luz nos registos, tornando o astro mais “fácil” de identificar.

A descoberta foi confirmada por astrónomos da Universidade de Liége e da Universidade de Genebra, que também comprovou que o planeta tem o tamanho e peso corretos para poder ser classificado como tal.

O estudante, considerado "exemplar", tinha pedido para trabalhar na faculdade depois de descobrir que esta tinha um programa de investigação e procura de exoplanetas (planetas que orbitam estrelas que não o Sol).

Desde a descoberta do primeiro exoplaneta em 1995, foram identificados cerca de outros 5000, de acordo com a NASA, sendo esta uma investigação crucial para se descobrirem planetas semelhantes à Terra.