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Lesados do BES manifestam-se em Lamego e pedem a Cavaco "atos reais, não fictícios"

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STEVEN GOVERNO / LUSA

As cerimónias do Dia de Portugal, em Lamego, são também palco de uma manifestação dos lesados do BES. Os manifestantes pedem para ser ouvidos e fazem um apelo a Cavaco Silva: "Esperamos da parte dele atos reais, não fictícios, porque fictícios estamos nós fartos de ver" 

Durante as cerimónias militares que comemoram o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Lamego, os protestos e apupos não se fizeram ouvir. Mas, à margem da cerimónia, junto à estátua do Soldado Desconhecido, mais de 100 lesados do papel comercial do BES protestavam e gritavam para ser ouvidos.  

Seria depois de terminar a cerimónia militar que os ânimos se exaltariam ainda mais. Para além das buzinas e sirenes que se ouviam, bem como gritos de "justiça" e "queremos o nosso dinheiro", os manifestantes começaram a tentar romper o cordão policial que limitava o seu perímetro de manifestação. De tal forma, que a unidade especial de polícia foi obrigada a redefinir esse perímetro na Avenida Dr. Alfredo de Sousa, recolocando as baias de segurança. 

"Nós já não conseguimos controlar estas pessoas", garantiu Ricardo Ângelo, da Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial do BES, em declarações à SIC Notícias. "Sentimo-nos encurralados, sentimos que estamos a ser rejeitados". Apesar disso, garante que os manifestantes não têm a intenção de "ser violentos". 

Ricardo Ângelo diz ainda que os manifestantes foram escoltados desde a autoestrada A24 até à avenida onde se encontram e não lhes foi permitido assistir à cerimónia. "Estamos aqui enjaulados e não podemos demonstrar a nossa indignação a quem de direito", sublinha, acrescentando que o objetivo dos lesados não é interferir nas manifestações. E explica ainda que os manifestantes apenas querem entregar uma carta ao Presidente da República, para que interceda por eles. 

"Não desrespeitamos a figura do Presidente da República", assevera. Mas acrescenta ainda: "Esperamos da parte dele atos reais, não fictícios, porque fictícios estamos nós fartos de ver. É fundamental que haja atitudes de forma a que isto se resolva, porque estas pessoas não têm culpa da falta de honestidade dos nossos governos", afirmou.