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Carta que Sócrates divulgou publicamente é a mesma que enviou ao juiz

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LIONEL BONAVENTURE/AFP/Getty Images

Na carta, o antigo governante diz que “nas situações mais difíceis há sempre uma escolha. A minha é esta: digo não”

A dura declaração pública em que José Sócrates anuncia não estar disponível para usar uma pulseira eletrónica, divulgada na íntegra às 20h00 de segunda-feira no Jornal da Noite da SIC, é exatamente igual à carta que os advogados do ex-primeiro-ministro fizeram chegar ao Tribunal Central de Instrução Criminal horas antes, para informar o juiz Carlos Alexandre do não consentimento do seu cliente à medida de coação proposta pelo Ministério Público, soube o Expresso.

Na carta (que pode ler AQUI na íntegra), José Sócrates fala de “uma furiosa campanha mediática, de denegrimento e de difamação, permitida, se não dirigida, pelo Ministério Público”. 

O ex-primeiro-ministro aproveita para dizer, na resposta à proposta do procurador Rosário Teixeira de alterar a sua medida de coação de prisão preventiva para prisão domiciliária com pulseira eletrónica, que os seis meses passados na cadeia até agora tiveram como base “imputações falsas, absurdas e, pior – infundadas, o que significa que o Ministério Público não as poderia nem deveria fazer”. E acrescenta que foram “seis meses de arbítrio e de abuso”, sendo que não está disponível para “pactuar” com a “utilização da prisão domiciliária com vigilância eletrónica como instrumento de suavização, destinado a corrigir erros de forma a parecer que nunca se cometeram”.

E Sócrates finaliza assim: “Nas situações mais difíceis há sempre uma escolha. A minha é esta: digo não”.