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Apple lança-se na corrida de “music streaming”

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Apple Music é a novidade da empresa para desafiar o Spotify. Conteúdo exclusivo e “features” são as apostas para convencer o mercado

Depois de revolucionar o leitor de mp3, os smartphones e os tablets, a Apple anunciou esta tarde que vai entrar na corrida de “streaming” de música.

O serviço popularizado pelos gigantes Spotify, Last FM e o agora defunto Grooveshark, tem somado cada vez mais adeptos, vendo agora entrar no mercado um dos maiores gigantes de distribuição de media: a Apple.

Apresentado pelo CEO da empresa, Tim Cook, na WWDC (World Wide Developers Conference - a conferência oficial da Apple para desenvolvedores), a Apple Music tem um longo caminho a percorrer até ficar ombro a ombro com a sua concorrência, especialmente com uma subscrição de 9.99 euros por mês ou um pacote familiar de 14.99 euros.

De resto, o modelo de subscrições da Apple Music em pouco difere ao do Spotify, sendo o mesmo verdade para as bibliotecas de músicas que ambos partilham em larga medida.

A aposta da Apple aponta então para trunfos como o conteúdo exclusivo e “features”, para que o seu novo projeto se destaque e encontre um espaço no mercado.

Reinventando o velho e pouco utilizado Itunes Radio, a Apple prepara-se para o relançar com estações de rádio onde os DJ’s serão alguns dos nomes mais sonantes da indústria musical, como Dr. Dre, will.i.am, ou Pharell, complementados com artistas e dj’s experientes como Zane Lowe. Embora mais artistas tenham sido abordados, muitos preferiram aderir ao serviço Tidal de Jay-Z.

A primeira destas estações será “BeatsOne”, disponível em 100 países e com uma rotação permanente de música a cargo de três dj’s: Zane Lowe, Ebro Darden e Julie Adenuga. Esta vai ser uma estação altamente especializada, não com base em algoritmos mas, em recomendações destes “curadores” musicais.

Outras duas características que separam a Apple Music da competição será o serviço Connect e integração do Interface Virtual da Apple: Siri.

O Connect vai permitir a artistas fazerem upload, partilhar, comentar e ler as opiniões dos fãs, enquanto a estes passará a ser possível fazer likes e partilhar o seu conteúdo, numa espécie de blog incorporado ao qual o rapper Drake chamou de “o mais perto que um artista novo e a audiência estiveram de se ligar”. Drake  vai lançar o seu próximo álbum via Connect.

Quanto à já conhecida Siri, vai ganhar novas capacidades com o Apple Music, tornando-se capaz de procurar música e artistas específicos ou conseguindo dar resposta a pedidos como “qual a música mais popular de 1982?”, ou ajudá-lo a descobrir que artista passou mais vezes no mês em que nasceu.

O Spotify é neste momento o alvo a abater, com cerca de 600 milhões de utilizadores, 15 milhões deles subscritores pagantes, embora a Apple - com uma carteira de 800 milhões de clientes - chegue ao mercado disposta a rivalizar com os melhores.