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Advogado mantém o suspense sobre se Sócrates recusa usar pulseira eletrónica

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João Araújo: "Era e sou amigo dele, não há muito tempo. Tratei de uns assuntos dos familiares"

Nuno Botelho

João Araújo esteve durante três horas no estabelecimento prisional de Évora, onde o antigo governante está em prisão preventiva

João Araújo, advogado de José Sócrates, não quis esclarecer os jornalistas que o esperavam à porta do estabelecimento prisional de Évora: afinal, vai ou não o ex-primeiro-ministro recusar-se a usar uma pulseira electrónica, de forma a deixar de estar em prisão preventiva, tal como propõe o procurador Rosário Teixeira?

À saída da cadeia, por volta das 18h30 desta segunda-feira, João Araújo disse que quer primeiro informar o Ministério Público do sentido da decisão do seu cliente, antes de a tornar pública. 

Caso José Sócrates recuse o uso de pulseira eletrónica, caberá ao juiz de instrução Carlos Alexandre decidir o que vai acontecer. Há duas hipóteses em aberto: a continuação da prisão preventiva ou a ida para casa do principal arguido da Operação Marquês sem pulseira, sendo que é possível ficar em prisão domiciliária com recurso a vigilância policial. 

  • E se Sócrates recusar a prisão em casa “em nome do bem comum”?

    Tudo é inédito na prisão preventiva do ex-primeiro-ministro. Uma alteração da lei feita em 2013 dá ao juiz de instrução poderes para decidir sozinho o que vai acontecer. Mas Sócrates parece querer forçar a sua permanência na cadeia para dar uma lição ao país sobre como vai a justiça

  • A vida de Sócrates na prisão: “Os Sopranos”, “A Guerra dos Tronos”, Philip Roth e Vassili Grossman

    No dia em que sabe que o Ministério Público propôs alteração da medida de coação de Sócrates de prisão preventiva para prisão domiciliária, o Expresso recupera uma reportagem publicada na revista E a 30 de maio de 2015. Sócrates está há seis meses em Évora e já se adaptou às rotinas da cadeia. Já viu “Os Sopranos” e “A Guerra dos Tronos”. Leu Philip Roth e Vassili Grossman. E tem escrito. Muito. Os amigos garantem que se mantém “determinado em provar a sua inocência.” Seis meses depois, é o retrato da vida do recluso 44