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Sociedade

Portugal preparado para ameaça biológica

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Organismo criado por Obama dá nota máxima à capacidade de resposta do país a pandemias naturais e ataques terroristas

Em abril, durante quatro dias, nove peritos da Global Health Security Agenda (GHSA), organismo de segurança norte-americano criado pela Administração de Barack Obama, estiveram em Portugal para avaliar se o país está ou não preparado para prevenir, detetar e responder a ameaças biológicas à saúde pública, sejam elas naturais, como o H1N1, ou artificiais, como o antrax. O relatório, divulgado esta semana, atribui a Portugal nota máxima ou elevada em quase todas as categorias analisadas.

O destaque mais positivo vai para o sistema de vacinação, para a rede de laboratórios nacionais de referência e centros de operações, vigilância e erradicação de doenças de origem animal (BSE, brucelose, salmonelas), controlo da resistência a antibióticos e para a coordenação entre saúde pública e forças de segurança durante um surto biológico.

A equipa de avaliação, com representantes dos EUA, Finlândia, Reino Unido, Itália e Organização Mundial da Saúde, analisou ainda a capacidade instalada para lidar com o vírus do ébola, a vigilância e notificação, a formação em saúde pública e epidemiologia, o enquadramento legal e a cooperação internacional.

Francisco George, diretor-geral da Saúde, não pode estar mais orgulhoso. Em 2014, esteve com o Presidente norte-americano na Casa Branca, em Washington, quando Portugal aceitou integrar a GHSA, juntamente com mais 38 países. Foi o quarto a submeter-se à peritagem, depois da Geórgia, Peru e Uganda.