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João Araújo sobre domiciliária de Sócrates: "Positivo? Positivo seria a libertação"

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JOÃO RELVAS/LUSA

Em declarações ao Expresso, João Araújo, um dos advogados de José Sócrates, diz que o ex-primeiro-ministro irá pronunciar-se sobre a alteração da medida de coação proposta pelo Ministério Público (MP). Pedro Delille afirma ser"positivo" que o MP se pronuncie e confirma que a notificação foi recebida na passada sexta-feira

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

João Araújo, um dos advogados de José Sócrates, critica a proposta do Ministério Público de alteração da medida de coação aplicada ao ex-primeiro ministro. Questionado pelo Expresso esta tarde, sobre se acha que é positivo, o advogado responde: "Positivo? Positivo seria a libertação de Sócrates."

João Araújo confirmou ainda que José Sócrates, detido há seis meses, irá pronunciar-se sobre a alteração agora proposta.

A notificação do Ministério Público foi recebida pelos advogados do ex-primeiro ministro na sexta-feira passada, segundo Pedro Delille, advogado de Sócrates, confirmou ao  Expresso. A medida em causa consiste na "obrigação de permanência na habitação sob vigilância eletrónica".

Na opinião de Pedro Delille, "é positivo que o Ministério Público se pronuncie pela desnecessidade da prisão preventiva do engenheiro José Sócrates". 

Esta tarde, João Araújo já se tinha pronunciado sobre a alteração, quando, à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, avançou aos jornalistas a proposta do Ministério Público em passar a medida de coação de prisão preventiva para prisão domiciliária.  "A mim pessoalmente não me agrada". "Não me agrada, porque acho que não há motivos para qualquer medida de coação, esta ou outra", frisou, citado pela agência Lusa.

A decisão cabe agora ao juiz Carlos Alexandre, que não pode aplicar uma medida que seja superior ao que for promovido pelo Ministério Público. 

José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, no âmbito da "Operação Marquês". Está indiciado pelos crimes de crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção, sendo o único arguido ainda em prisão preventiva neste processo, depois de o empresário Carlos Santos Silva estar em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, desde o final de maio

No âmbito do processo, são ainda arguidos os empresários Joaquim Barroca Rodrigues, do Grupo Lena, Lalanda de Castro e Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o antigo motorista de José Sócrates João Perna.