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Grupo Aspro Parks assume interesse no Oceanário

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Javier Carbajo, diretor-geral da Aspro Parks, diz que a empresa tem uma situação financeira “completamente sólida”, que lhe permite enfrentar a compra do Oceanário “sem problemas"

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O grupo espanhol, que detém ativos como o L'Aquarium em Barcelona ou o Aqualand no Algarve, junta-se assim oficialmente à família Soares dos Santos e ao Zoomarine entre as empresas interessadas na corrida ao Oceanário

O grupo espanhol Aspro Parks, proprietário de 60 parques de entretenimento e aquários em doze países, anunciou hoje que irá participar no concurso para a concessão da exploração do Oceanário de Lisboa.

A revelação foi feita durante um encontro com jornalistas convocado para a manhã desta terça-feira, em Lisboa.

O grupo, que detém ativos como o L'Aquarium em Barcelona ou o Aqualand no Algarve, junta-se assim oficialmente à família Soares dos Santos e ao Zoomarine entre as empresas que já assumiram publicamente que irão apresentar propostas no processo de privatização da gestão do Oceanário.

Sem revelar os contornos financeiros sobre a proposta que apresentará ao Governo, Javier Carbajo, diretor-geral da Aspro Parks, garante apenas que a empresa tem uma situação financeira “completamente sólida”, que lhe permite enfrentar a compra do Oceanário “sem problemas".

Carbajo adiantou que no ano passado a Aspro Parks investiu cerca de 70 milhões de euros em aquisições de novos parques e na manutenção e melhoramento dos ativos que já detinha. A estratégia de crescimento do grupo tem sido feita, aliás, através da aquisição de parques em todo o mundo. Os dois últimos foram adquiridos em França em 2014. 

Presente em Portugal há mais de 10 anos com o Aqualand, a Aspro Parks coloca o enfoque da sua proposta na "experiência" e na "profunda especialização" na gestão de infraestruturas como o Oceanário, adquirida através da exploração dos 12 aquários que a empresa tem atualmente em quatro países. 

Entre os objetivos assumidos para o Oceanário de Lisboa, Javier Carbajo apontou como exemplos a intenção de aumentar o número de visitantes e de reforçar as componentes de ação social, de ligação à comunidade e de divulgação para a literacia sobre o mar. Sublinhando a ideia de que a Aspro Parks nunca se desfez de qualquer activo que tenha comprado, Carbajo garantiu ainda que está fora do horizonte do grupo qualquer corte nos quadros atuais do Oceanário. "O Oceanário é uma referência europeia de conhecimento científico e de gestão. Quem sabe gerir o Oceanário neste momento é a sua atual equipa. Precisamos de dois anos para saber tudo sobre o Oceanário e depois começar aos poucos a melhorar a sua gestão", defendeu em conversa com os jornalistas.

As propostas para a concessão do Oceanário deverão ser entregues até dia 12 de junho. Conforme o Expresso avançou na edição do último sábado, a expectativa do Governo é que surjam até lá mais interessados na concessão do Oceanário. Entre os potenciais candidatos poderão estar ainda, segundo apurou o Expresso junto de fontes próximas ao processo, os grupos Merlin Entertainments, proprietário do Sea Life no Porto, e a espanhola Parque Reunidos.