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Há 314 praias com Qualidade de Ouro. Fique a saber quais são

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A Quercus pegou nas análises oficiais às águas balneares e concluiu que há 314 praias de Ouro em 2015. São menos 41 do que no ano passado, mas mais 15 do que aquelas que exibem a Bandeira Azul na época balnear que arrancou esta segunda-feira. Veja uma a uma onde estão localizadas. 

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

Entre esta segunda-feira e 15 de junho, a maioria das praias portuguesas abre oficialmente a época balnear. E mais uma vez a associação ambientalista Quercus pegou nas análises feitas pela Agência Portuguesa do Ambiente e concluiu que mais de metade  - 314 em 569 zonas balneares oficiais -  têm água de excelente qualidade. Destas, 26 são praias interiores e cinco de transição. 

Porém, pela primeira vez numa década de atribuição do galardão de Ouro, a lista entrou em curva descendente, já que 41 praias perderam a "medalha". Entre estas constam sete da Costa da Caparica (CDS/Sto. António, Tarquínio-Paraíso, Nova Praia, Mata, Riviera, Saúde e Rainha); Poça, em Cascais;  S. Martinho do Porto, em Alcobaça; S. Jacinto, em Aveiro; Molhe Norte e Murtinheira, na Figueira da Foz; Cova Redonda e Senhora da Rocha, em Lagoa (Algarve), ou Areeiro, Praia Nova e Formosa, no Funchal (Madeira). 

Algumas destas praias tiveram obras de alimentação artificial de areia, o que poderá ter contribuído para baixar a qualidade da água. Noutros casos, descargas ilegais de esgotos em ribeiras que desaguam no areal podem ser a causa da desclassificação. 

"Haverá uma conjugação de duas coisas, por um lado, um maior àvontade para poluir e, por outro, um refrear na fiscalização", aponta Francisco Ferreira, responsável da Quercus pelo projeto ‘Praias com Qualidade de Ouro’. Certo é que "algo de errado se passou e estes resultados devem ser um sinal de aviso para os municípios, para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e para a Inspeção Geral do Ambiente",  alerta o ambientalista.

A Quercus tem em conta as análises recolhidas pela APA durante a última época balnear e nos cinco anos anteriores, e define parâmteros limite para as concentrações de Enterococos intestinais e de Escherichia coli por 100 mililitros de água.

Por seu lado, a lista de excelência da APA só tem em conta as análises do último ano e por isso define que, em 2015, 84,5% das zonas balneares portuguesas são de excelente qualidade. Porém, lembra Francisco Ferreira, "também este ano a lista da APA caiu 6,5 pontos, de 91% de águas balneares excelentes, em 2014, para 84,5% este ano".

A lista da Quercus também nem sempre coincide com a da Associação Bandeira Azul, pois este galardão tem em contra outros critérios além da qualidade da água das praias, tais como as acessibilidades, a limpeza do areal, as condições oferecidas pelos apoios de praias, a vigiância ou as atividades de educação ambiental propostas pelas praias que se candidatam.