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Não tem ouro nem petróleo, tem boa Educação

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Jussi Helttunen / 4SEE

Passam menos tempos nas aulas, só fazem exames no final do ensino secundário e quase não chumbam. E no entanto os alunos finlandeses têm tido dos melhores resultados do mundo nos testes internacionais. O Expresso visitou o país onde ser professor é das profissões mais populares entre os jovens e conta-lhe as semelhanças, mas sobretudo as diferenças em relação ao sistema português.

Não tem mais de 5,5 milhões de habitantes, não tem ouro nem petróleo. Mas em três décadas conseguiu transformar uma economia essencialmente agrícola  num país tecnologicamente avançado, que é uma referência incontornável na área da Educação. 

Com exames só no final do secundário, quase sem chumbos e menos tempo passado em aulas do que os colegas portugueses, por exemplo, os alunos finlandeses têm-se distinguido nos testes internacionais. E o sistema é tido como um dos mais equitativos do mundo, com poucas diferenças entre escolas e entre alunos.  

Um dos segredos do sucesso, dizem, está na qualidade dos professores. Afinal, dar aulas não é para todos: a profissão é tão apetecível e popular entre os jovens que só 10% dos candidatos a serem professores do ensino básico conseguem entrar nos cursos superiores que os preparam.    

O Expresso esteve em Helsínquia para estudar a 'lição da Finlândia' e dar a conhecer a mais recente reforma que está a ser preparada: a 'velha sala de aula' tem os dias contados. Contamos-lhe tudo esta sábado, na revista E.