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Comandante da PSP de Guimarães já foi ouvido pela IGAI. E mantém a sua versão

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Filipe Silva, filmado a agredir um adepto do Benfica em Guimarães, já depôs na IGAI. E não voltou com a palavra atrás. Diz que foi cuspido, insultado e ameaçado pelo adepto. E por isso agrediu-o com um cassetete e depois com um bastão

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O comandante Filipe Silva disse à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) que foi cuspido, insultado e ameaçado pelo adepto do Benfica, José Magalhães. E por isso agrediu-o com um cassetete e depois com um bastão.

Mantém assim a versão do auto da detenção, redigido por si, e onde legitimou as agressões de domingo, dia 17, à porta do estádio D. Afonso Henriques, depois do jogo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica.

Segundo o conteúdo do auto, o comandante da esquadra de divisão criminal de Guimarães da PSP descreveu que vários adeptos conseguiram abrir portas e sair do estádio. Entre eles estavam os elementos da família que é vista nas imagens da CMTV a ser agredida pelo subcomissário.

Segundo uma fonte policial ouvida pelo Expresso, o inspetor da IGAI responsável pelo inquérito ouviu igualmente outras testemunhas que estiveram presentes no episódio das agressões em Guimarães: polícias e civis.

A IGAI está igualmente a tentar identificar os polícias filmados no Marquês de Pombal, durante os festejos do 'bi' do Benfica, a insultar, a agredir e a lançar garrafas aos adeptos encarnados, tal como tinha avançado o Expresso na última edição de sábado.

De acordo com as imagens, um agente da PSP ofende os adeptos que estão no Marquês do Pombal e faz gestos obscenos com o cassetete. Aparentemente é o mesmo que aparece a dar uma joelhada pelas costas a um adepto que se afasta da confusão. Há um outro que lança uma garrafa de vidro contra um grupo de pessoas que o atacavam com pedras. E ainda um grupo de polícias que afasta à bastonada os adeptos que se aproximam do autocarro do Benfica quando a equipa chega ao local escolhido para festejar o título.

O Expresso sabe que existem indicações superiores para que o relatório da IGAI seja concluído antes dos prazos estipulados por lei. A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, deu 30 dias para a IGAI e a PSP concluírem os seus inquéritos sobre as agressões em Guimarães e em Lisboa.

Anabela Rodrigues foi criticada na última sexta-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, por ainda não ter dado explicações sobre os episódios de violência que ocorreram no Marquês de Pombal.