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Blatter. Depois da tempestade, a reeleição?

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Ao lado do príncipe jordano Ali bin al-Hussein está a UEFA dirigida por Michel Platini, que chegou a pedir a Blatter que se demitisse

RUBEN SPRICH / REUTERS

Uma pequena sondagem feita à entrada dos delegados da FIFA para o congresso desta sexta-feira que elegerá o próximo presidente dá vantagem a Joseph Blatter. As eleições acontecem no meio do maior escândalo de corrupção que jamais atingiu a poderosa organização que tutela o futebol mundial.

Os resultados só deverão ser conhecidos a meio da tarde desta sexta-feira, mas na contagem de espingardas e na pequena sondagem que a Associated Press fez à beira do início do congresso que irá eleger o próximo presidente da FIFA, Joseph Blatter parte com vantagem. 

Nem o maior escândalo de corrupção que a poderosa organização de futebol jamais atravessou, nem as vozes que nos últimos dias pediram a saída de Blatter parecem travar a reeleição do suíço, de 79 anos, à frente da federação há 17. 

A candidatura de Ali bin al-Hussein, o príncipe jordano e vice-presidente da FIFA que o tenta derrotar, ganhou  novo fòlego esta semana. Mas os votos de apoio já anunciados, designadamente da maioria das associações integradas na UEFA de Michel Platini, poderão não ser suficientes.

A eleição poderá mesmo ficar decidida logo à primeira volta. Para isso, a candidatura de Blatter terá de reunir dois terços dos votos expressos pelas associações de futebol presentes no congresso de Zurique.

Ao todo, esta espécie de assembleia eleitoral é composta por 209 membros, ou seja, o suíço necessitaria de 139 votos para vencer à primeira e exercer o seu quinto mandato. Para já sabe que conta com o apoio declarado de todas ou da maioria das associações pertencentes às confederações africana (54 votos), asiática (46 votos), sul-americana (10 votos), e da Oceânia (11 votos). 

A Confederação da América do Norte, Central e Caraíbas (35 votos), que chegou a ser presidida por Jack Warner, um dos sete altos dirigentes da FIFA, incluindo dois vice-presidentes, detidos esta semana pelas autoridades suíças, estará mais dividida, contabiliza o The Guardian.

Ao lado do príncipe jordano está a UEFA - Platini revelou esta quinta-feira que chegou a pedir a Blatter que se demitisse -, com 53 votos e outras associações que poderão também optar pela mudança. A votação é secreta.

Uma associação, um voto
Ou seja, é bem possível que as eleições para a presidência da FIFA só sejam decididas numa segunda volta. E aí, vencerá simplesmente quem tiver mais votos. Sendo certo que todos contam o mesmo, num mecanismo que tem sido apontado pelos mais críticos com injusto no mínimo.

Montserrat, um território britânico nas Caraíbas com apenas 4900 habitantes tem o mesmo peso na votação do que a Índia, com os seis 1,2 milhões de habitantes, lembra a BBC.

Nas últimas eleições, em 2011, Joseph Blatter, que já então enfrentava suspeitas de corrupção e prometia mudanças no rumo da organização recolheu 186 votos, num máximo possível de 203.