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Sócrates regressa à prisão depois de quatro horas de interrogatório em Lisboa

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FOTO ALBERTO FRIAS

Ex-primeiro-ministro é o único dos sete arguidos que continua em prisão preventiva no âmbito da Operação Marquês. Foi a segunda vez que saiu de Évora para ser ouvido em Lisboa.

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

José Sócrates já regressou ao estabelecimento prisional de Évora, depois de ter sido ouvido ao longo de quatro horas no DCIAP, em Lisboa. O ex-primeiro-ministro foi chamado a interrogatório pelo procurador Rosário Teixeira, titular do processo da Operação Marquês.

"Confirma-se que José Sócrates é ouvido pelo Ministério Público no âmbito da denominada 'Operação Marquês'. A diligência tem como objetivo principal ouvir o arguido sobre factos entretanto apurados no decurso do inquérito", diz a Procuradoria-Geral da República numa breve resposta enviada ao Expresso.

O Ministério Público acredita que o antigo governante recebeu dinheiro do grupo Lena para o beneficiar em obras de concurso público. No total, segundo a MP, terá recebido 23 milhões de euros que passaram pelas contas de Carlos Santos Silva, arguido neste processo e que passou esta semana a prisão domiciliária.   

José Sócrates saiu esta quarta-feira de tarde, por volta das 15h30, do estabelecimento prisional de Évora para ser interrogado pela terceira vez desde que foi detido (a primeira vez no dia no dia da detenção, depois em fevereiro e agora). O interrogatório terminou pelas 19h.

O ex-primeiro ministro foi detido a 21 de novembro do ano passado e esta é a segunda vez que sai da prisão de Évora. É suspeito dos crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. 

Os outros arguidos do processo são Joaquim Barroca, vice-presidente do Grupo Lena; João Perna, motorista de Sócrates; Lalanda de Castro, patrão do ex-primeiro-ministro; Inês Pontes do Rosário, mulher de Santos Silva; Gonçalo Ferreira, advogado.