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Morte na Segunda Circular. Taxista já foi interrogado pela PJ

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Tiago Miranda

Taxista estava desaparecido há várias horas depois da morte de um passageiro, que foi projetado do carro em andamento.

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os investigadores da Polícia Judiciária já conhecem mais detalhes sobre o misterioso caso da morte de um passageiro que viajava num táxi no início da madrugada de segunda-feira e que terá sido projetado em andamento na Segunda Circular, em Lisboa.

O motorista do táxi, que se pôs em fuga depois da queda do seu cliente de 22 anos, foi identificado durante o dia de terça-feira e interrogado pelos responsáveis do caso.

Fontes próximas da investigação revelam que o crime de homicídio parece estar fora de causa, tal como escreveu o Expresso. Mas o motorista pode ser indiciado por omissão de auxílio, um crime que pode dar no máximo um ano de prisão.

Em vez de parar o veículo, o taxista terá prosseguido a marcha, após a queda do comissário de bordo da companhia aérea angolana TAAG, que iria partir ao início da manhã de segunda-feira para Luanda.

A vítima de 22 anos caiu na Segunda Circular, junto a uma estação de serviço da Repsol, perto do estádio da Luz. Ficou inconsciente e com ferimentos graves, acabando por morrer às 4h00, já no Hospital de Santa Maria. 

O jovem comissário de bordo ia acompanhado no banco de trás pela namorada, que conseguiu sair do carro cerca de um quilómetro mais à frente. A rapariga fez o trajeto a pé até ao local da queda e o motorista arrancou na direção do aeroporto.

"Ele não terá sido empurrado, mas projetado do carro. As portas ficaram destrancadas na altura em que o taxista discutia com um outro condutor", disse uma fonte policial. 

As autoridades querem perceber os motivos que levaram a vítima a abrir a porta e a cair no asfalto com o carro em andamento. E por que razão o motorista não parou o veículo para o ajudar.