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Luís Figo não ficou surpreendido com detenções de dirigentes da FIFA

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Rui Pedro Silva

Suspeição em torno do organismo foi um dos motivos que levou o antigo internacional português a desistir da candidatura à presidência da FIFA. “Este processo eleitoral é tudo menos isso, uma eleição. Este processo é um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem", escreveu então Luís Figo

A detenção de sete dirigentes da FIFA não surpreendeu Luís Figo, disse esta quarta-feira à agência Lusa uma fonte da ex-candidatura do português, que remete qualquer comentário do antigo futebolista para o comunicado em que anunciou a sua desistência.

A mesma fonte disse à Lusa que a detenção, em Zurique, de seis dirigentes do organismo que rege o futebol mundial, por acusações de corrupção, “não surpreende” Luís Figo, acrescentando que a suspeição em torno do organismo foi um dos motivos “que o levou a desistir”.

O Ministério da Justiça e a polícia da Suíça confirmaram esta quarta-feira a detenção, por acusações de corrupção, de sete dirigentes da FIFA, em Zurique, quando se encontravam num hotel na cidade.

As autoridades helvéticas indicaram que se prevê a sua extradição para os Estados Unidos, onde as autoridades de Nova Iorque os investigam por terem, alegadamente, aceitado subornos desde o início dos anos 1990.

Na quinta-feira passada, Luís Figo anunciou a desistência da candidatura à presidência da FIFA, marcadas para sexta-feira, comparando o atual estado do organismo que rege o futebol mundial a uma “ditadura”.

“Este processo eleitoral é tudo menos isso, uma eleição. Este processo é um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem, algo que me recuso a caucionar. É por isso que, após ter refletido de forma individual e partilhando opiniões com dois outros candidatos neste processo, entendo que o que vai acontecer dia 29 de maio em Zurique não é um ato eleitoral normal. E não sendo, não contam comigo”, afirmou Figo em comunicado.

O anúncio de Figo surgiu horas depois de o holandês Mitchell van Praag ter desistido, anunciando o apoio ao jordano Ali bin Al Hussein, que se mantém na luta com o atual presidente, o suíço Joseph Blatter.