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Farmácias com atrasos de 24 horas na dispensa de medicamentos

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Inquérito da DECO revela que 52% dos consumidores não conseguiram aviar a receita no próprio dia e 44% desistiram da compra porque o produto estava esgotado na farmácia. Mesmo assim, a maioria da população está satisfeita com o serviço.

A maioria (78%) dos portugueses começam por 'bater à porta' da farmácia quando têm um problema de saúde ligeiro. Mais de 90% dos consumidores justificam esta preferência pelo facto de os estabelecimentos terem horário alargado, não apresentarem grandes filas de espera e permitirem acesso a profissionais tidos como tecnicamente competentes e simpáticos. Os problemas só surgem quando a ida à farmácia tem como objetivo comprar um medicamento, precisamente a função primordial e que deveria estar sempre assegurada.

Um estudo da DECO - a publicar no próximo mês, feito com 1345 respostas a um inquérito realizado entre setembro e novembro de 2014 - revela que metade (52%) dos consumidores teve de esperar mais de 24 horas para ter o medicamento de que necessitavam e 44% desistiu mesmo da compra porque o produto estava esgotado na farmácia. Já outros portugueses, 39%, também não aviaram a receita, mas por não terem como a pagar.

As dificuldades financeiras dos consumidores não foram, ainda assim, suficientes para mudar alguns comportamentos. Quatro em cada dez inquiridos referiram que o farmacêutico não recomendou um medicamento equivalente e mais barato. Noutros casos, as práticas menos boas foram consumadas com a dispensa de fármacos sujeitos a receita sem a devida prescrição médica, a 14%  dos clientes, ou mesmo de antibióticos, em 21 casos.

Os consumidores fazem algumas sugestões para melhorar o serviço que, no geral, consideram bom. Por exemplo, a possibilidade de comprar comprimidos à dose, o acesso direto às prateleiras dos medicamentos de venda livre, um sistema de entrega ao domicílio para situações urgentes ou um sistema de renovação automático para as receitas médicas, sobretudo dos doentes crónicos.