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Acidente mortal na Segunda Circular. Passageiro foi projetado e não empurrado do táxi

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O caso do passageiro que caiu de um táxi em Lisboa está envolto em mistério. O motorista continua desaparecido e pode ser indiciado pelo menos por omissão de auxílio à vítima.

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os factos são estes. No início da madrugada de segunda-feira, um homem de 22 anos caiu em andamento de um táxi na Segunda Circular, em Lisboa. O motorista não parou o veículo. A namorada do passageiro, que o acompanhava na viagem noturna, só conseguiu sair mais à frente e foi ter com ele a pé, junto às bombas da Repsol.

O namorado, que tinha ferimentos graves, estava inconsciente no chão. Acabou por morrer no Hospital de Santa Maria.

Algumas pessoas ligadas ao caso ouvidas pelo Expresso garantem que o passageiro, que tem nacionalidade angolana, terá sido projetado e não empurrado do carro. Mas ainda nada está esclarecido.

"Tudo se terá precipitado depois de uma discussão no trânsito entre o taxista e um outro motorista", revela uma fonte policial.

As portas, que estariam trancadas, ficaram nessa altura destrancadas e o passageiro, que ia no banco de trás, quis sair do veículo e acabou por cair na Segunda Circular, junto ao Estádio da Luz, na direção de Benfica para o aeroporto.

Não se sabem ainda as razões da queda, mas o interrogatório à namorada poderá ajudar a esclarecer algumas das pontas soltas.

A Polícia Judiciária, que ficou encarregada do caso, está a investigar a possibilidade da existência de um homicídio. O facto de o motorista do táxi se encontrar em fuga, em parte incerta, faz adensar o mistério sobre as causas da morte. Pode ser indiciado pelo menos por omissão de auxílio à vítima, já que não parou o táxi depois da queda do passageiro.

Várias testemunhas forneceram às autoridades a descrição do automóvel e a matrícula. O Expresso falou com algumas associações de taxistas, mas ninguém sabe esclarecer a identidade do motorista.

O "Correio da Manhã" escreve na sua edição desta terça-feira que a vítima trabalhava como comissário de bordo na TAAG. Terá apanhado um táxi para voltar ao hotel e dormir umas horas antes do voo rumo a Luanda. O avião da companhia angolana partia cedo na manhã seguinte.