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Morreu o jornalista Fernando Pires

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Fernando Pires, o "chefe Pires" como todos o tratavam internamente, deixa o seu nome na história do "Diário de Notícias"

DR

Foi editor-executivo, chefe de redação e diretor interino do "Diário de Notícias", onde trabalhou durante 55 anos. Morreu na madrugada deste domingo, aos 83 anos.

Fernando Pires, jornalista do “Diário de Notícias” durante 55 anos, morreu na madrugada desta domingo no Hospital de São José, em Lisboa, aos 83 anos. Durante mais de meio século, foi no "DN" que Fernando Pires trabalhou, chegando a editor-executivo, chefe de redação e diretor interino do jornal. Reformou-se em 2004, quando era secretário-geral do diário.

Há 11 anos que lutava contra um cancro e morreu dias antes de completar os 84 anos, a 3 de junho. É recordado pelo filho, também jornalista no "Diário de Notícias", como alguém em quem "os defeitos eram, afinal, a sua virtude". "Foi um homem difícil. Pelo rigor que impunha, pela exigência que praticava, muitas vezes até com rudeza", escreve Silva Pires, na edição impressa do "DN" desta segunda-feira. "Surpreendente é que muitos dos seus críticos acabaram por se tornar os seus grandes amigos."

Fernando Pires era tratado na redação como o "chefe Pires", como lembra o filho, assim como Leonídio Paulo Ferreira, atual editor-executivo do matutino, que conheceu Fernando Pires em 1992. "Todos lhe chamavam 'o chefe', pois tinha liderado a redação durante décadas. Era a memória viva do 'DN' e disso deu conta depois em dois livros", diz o atual diretor-executivo no artigo publicado esta segunda-feira no jornal.

Foi em 1957, aos 26 anos, que Fernando Pires começou a trabalhar no "Diário de Notícias". Anos mais tarde, depois de ter deixado a direção interina, fez crítica de música clássica para a secção de Artes do matutinp.

O jornalista trabalhou também no Rádio Clube Português, Rádio Renascença e Antena 2. Foi um dos primeiros rostos da informação desportiva da RTP. Durante 20 anos foi presidente da Casa de Imprensa e escreveu dois livros ("Os Meus 50 anos no Diário de Notícias" e "O Nosso DN – Memória doa Tempo").

O corpo estará em câmara ardente na Igreja de São João de Deus a partir das 17h desta segunda-feira. Na terça-feira realiza-se uma missa às 16h e o funeral sairá para o cemitério do Alto de São João às 17h.