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Benfica-Marítimo é jogo de "risco elevado", mas "eu levaria a minha família a um jogo de futebol"

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HUGO CORREIA / Lusa

Comando metropolitano da PSP apresentou plano de segurança para a festa do título na Luz e sublinhou que a polícia não teme retaliações depois do sucedido no fim de semana anterior.

Pedro Pinho, subintendente do comando metropolitano da PSP e responsável pela segurança do jogo deste sábado entre Benfica e Marítimo, afirma que este “é um jogo de risco elevado”, explicando que isso deve ao facto de a lotação do estádio estar esgotada.

“Não há um reforço de meios. Os meios são muito semelhantes ao que temos empregado”, acrescentou esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa de antevisão do plano de segurança do jogo de sábado.

Paulo Rodrigues e Peixoto Rodrigues, os dirigentes de dois dos principais sindicatos da PSP, não consideram que a expressão "risco elevado" usada pelo comando metropolitano de Lisboa sobre o próximo jogo do Benfica seja polémica. "É normal que os últimos jogos e jogos do título sejam considerados de alto risco, até porque pode haver algum excesso de euforia, que é normal nestas alturas", diz Paulo Rodrigues. 

Peixoto Rodrigues concorda e não considera que a expressão assuste os adeptos, que ainda têm na cabeça as imagens dos acontecimentos em Guimarães e no Marquês de Pombal. "Não vale a pena ir por aí. Um Benfica-Sporting é considerado um jogo de alto risco e não tem necessariamente de haver problemas. É apenas uma questão operacional", afirma. 

Levaria a minha família

Questionado sobre se temem retaliações contra os polícias nos festejos de sábado, depois dos eventos que marcaram o passado domingo, o subintendente Pedro Pinho é claro. "Não, não tememos. Temos visto como o público se tem comportado no estádio. Não temos indicador que nos permita dizer que haja um ambiente hostil."

Pedro Pinho disse ainda que o planeamento policial é sempre feito "de acordo com os riscos que se percecionam". "O que estamos à espera é de um ambiente festivo", afirmou, lembrando que “virá gente de todo o país" e afastando a ideia de que estejam à espera de um "ambiente hostil". Quanto à questão da segurança e à presença de famílias, o subintendente foi claro. "Eu levaria a minha família a um jogo de futebol", respondeu o subintendente, sublinhando que "este é o ambiente que se pretende em estádio".

Pedro Pinho recusou-se a comentar os acontecimentos de domingo passado. "Não assisti ao que se passou, não posso estar a dar uma opinião", disse, embora tenha referido que os acontecimentos foram "considerados" para o planeamento de segurança do próximo jogo.