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Portugal ganha mais duas bolsas milionárias do Conselho Europeu de Investigação

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Cada bolsa vale 2,5 milhões de euros. Cientistas a trabalhar no nosso país conquistaram em 2014 um número recorde de 17 bolsas.

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Os investigadores João Mano, da Universidade do Minho, e Zachary Mainen, da Fundação Champalimaud, acabam de ganhar Bolsas Avançadas (Advanced Grant) do Conselho Europeu de Investigação (ERC) no valor de 2,5 milhões de euros cada uma. A primeira irá financiar um projeto nas área da engenharia de tecidos e biomateriais avançados, e a segunda irá apoiar um projeto que pretende estudar o papel da serotonina (molécula envolvida em várias funções do cérebro) no nosso comportamento.

As duas bolsas juntam-se a mais 15 bolsas milionárias já atribuídas a investigadores a trabalhar em Portugal durante 2014, o que torna este ano o melhor de sempre em bolsas do ERC. Num só ano, Portugal conseguiu quase metade de todas as bolsas conquistadas entre 2007 (o primeiro ano em que foram criadas) e 2013 (36 bolsas), "o que revela a crescente qualidade e internacionalização dos nossos cientistas e representa um financiamento de mais de 31 milhões de euros", sublinha um comunicado do Ministério da Educação e Ciência (MEC).

João Mano é investigador na área da bioengenharia do Grupo 3B's (Biomaterials, Biodegradable, Biomimetics) da Universidade do Minho, e Zachary Mainen é um investigador americano do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, que recebe pela segunda vez uma Bolsa Avançada, o que é inédito em Portugal.

Ciência portuguesa mais competitiva
Os cientistas juntam-se a outros seis a trabalhar em Portugal que já receberam no ano passado Bolsas de Iniciação (Starting Grants) do ERC, destinadas a investigadores na fase inicial da sua carreira. São eles Nuno Alves e Ana Carvalho, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto; Ana Cecília Roque e Luís Pereira, da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa; Megan Carey, da Fundação Champalimaud; e Raquel Oliveira, do Instituto Gulbenkian de Ciência.

E ainda a nove investigadores que ganharam Bolsas de Consolidação (Consolidator Grant), destinadas a quem está a meio da sua carreira científica. São eles José Henrique Veiga Fernandes, Bruno Silva-Santos e João Barata, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa; Cristina Silva Pereira, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica; Luís Moita, do Instituto Gulbenkian de Ciência; Vitor Cardoso, do Instituto Superior Técnico; Isabel Mercês Ferreira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa; e ainda a Margarida Calafate e Helena Machado, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

O financiamento do Conselho Europeu de Investigação é considerado altamente competitivo e reconhece a excelência internacional de projetos de investigação fundamental em todas as áreas do conhecimento. "Os resultados alcançados pelos cientistas portugueses mostram a crescente qualidade e maturidade das nossas equipas e um tecido científico nacional cada vez mais preparado para os desafios colocados pelo novo Quadro Comunitário Europeu, o Horizonte 2020", reconhece o comunicado do MEC.