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PJ faz buscas ao universo do GES. Outra vez

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A PJ está a fazer mais buscas no âmbito do processo de fraude que envolve o Grupo Espírito Santo. Um dos alvos é a Espírito Santo Property, empresa que gere ativos imobiliários do grupo.

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Há buscas a decorrer na Espirito Santo Property, uma empresa que gere ativos imobiliários do Grupo Espírito Santo, revelou ao Expresso fonte próxima da empresa. A ES Property tinha avançado com um processo especial de revitalização para evitar a falência.

Este plano foi aprovado pela maioria dos 384 credores da empresa, embora não tivesse ainda luz verde do tribunal do Comércio de Lisboa. Esta empresa, liderada por Caetano Beirão da Veiga, também foi alvo de arresto de bens imóveis e contas bancárias na sequência das diligências do DCIAP no final da semana passada. 

A ES Property é detida a 100% pela Rioforte, uma holding do GES com sede no Luxemburgo que foi declarada insolente pelo Tribunal do Luxemburgo e está sob gestão judicial. É perante o gestor judicial que responde a administração de Caetano Beirão da Veiga. 

Estas diligências decorrem no âmbito do processo-crime que investiga casos de alegada burla qualificada, abuso de confiança, falsificação de documentos, branqueamento e fraude fiscal.

O BES, em comunicado, já veio desmentir que haja buscas na sede do banco. "Na sede do BES, até ao momento, não estão a decorrer quaisquer buscas". No Novo Banco também não há qualquer tipo de operação policial a decorrer.

Não é a primeira vez que as autoridades realizam buscas diretamente ligadas ao grupo. Em julho do ano passado, os investigadores entraram na sede do grupo, onde funciona o conselho superior no qual estão representados os cinco ramos da família. E também algumas sociedades ligadas à família e empresas com relações comerciais com o GES foram alvo destas operações policiais.

Em novembro, também a casa de Ricardo Salgado, o ex-presidente do Banco Espírito Santo, foi alvo de buscas. Salgado não foi no entanto constituído arguido. Nessa operação, foram vistoriadas ainda a sede do Novo Banco e a residência de Amílcar Morais Pires, ex-braço direito de Salgado. Foram então apreendidos milhares de documentos e material informático.