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Jornal espanhol publica carta enviada a Ângela, a jiadista portuguesa

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Texto escrito por onze jovens do ensino secundário e que o Expresso divulgou recentemente foi também notícia em Espanha, onde é sublinhada a "maturidade" dos autores e recordada a história de Ângela Barreto.

carta que 11 jovens escreveram a Ângela Barreto, a adolescente portuguesa que fugiu de casa para se juntar ao autodenominado Estado Islâmico (Daesh), e que o Expresso publicou recentemente, foi também notícia no espanhol "ABC".

O jornal realça a "pouco habitual maturidade" revelada pelos alunos e o facto de estes conhecerem bem "o que significa o jiadismo e as suas atrocidades", explicando que a missiva foi entregue ao pai de Ângela na esperança de esta poder chegar à Síria, às mãos da destinatária.

O artigo do católico "ABC" reproduz passagens da carta e recorda o percurso da jovem portuguesa, que vivia na Holanda quando conheceu - através da internet - Fábio Poças, atrás de quem foi, engrossando ambos as fileiras do Daesh.

Os onze autores da longa carta - Miguel, Laura, Beatriz, Pedro, Francisco, António, João, Ana, Vasco, Rita e Paolo - têm idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos e a ideia de a escrever surgiu depois de lerem a notícia sobre a fuga de Àngela para a Síria e terem sido desafiados por um professor a refletirem sobre o que teriam para dizer a esta jovem.

Não há na carta uma intenção de julgamento moral ou condenação.Preferiram, aliás, sublinhar o muito que têm em comum, como as críticas ao mundo atual: "a exploração das pessoas, o individualismo, a corrupção..." Mas quiseram passar-lhe vários testemunhos, histórias de voluntariado, outras soluções para não perder a "esperança".

"Mesmo no pior dos cenários, quando todos parecem desistir, não nos devemos deixar afundar", escreveu, por exemplo, Vasco, que se apresentou a Ângela como estudante de artes. 

Sobre a jovem portuguesa, como dizia a notícia do Expresso, sabe-se que está atualmente grávida e a viver em Raqqa, a autointitulada capital do Daesh.


  • Jovens escrevem carta aberta a uma jiadista portuguesa. "Querida Ângela..."

    Onze jovens de sete escolas secundárias de Lisboa escreveram a Ângela Barreto, a adolescente portuguesa que fugiu de casa em agosto de 2014 para se juntar ao Estado Islâmico. Sem a julgar, põem-se em pé de igualdade, compreensivos com a decisão. Mas, um a um, explicam o que os faz ficar na vida que levam - “só para ela pensar nisso”. A carta segue esta semana para a Síria, através do pai da jiadista.