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PSP deu parecer negativo ao modelo da festa no Marquês, Câmara diz que o local é de "acesso livre"

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Nuno Botelho

Presidente da Câmara de Lisboa reagiu aos desacatos verificados durante as celebrações do campeonato conquistado pelo Benfica.

“A cidade não pode ficar sitiada por um conjunto de pessoas que têm comportamentos desviantes (…) colocando em risco os outros”, afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, comentando esta terça-feira os incidentes ocorridos na madrugada de domingo para segunda-feira, na zona da rotunda do Marquês de Pombal, durante as comemorações da conquista do campeonato da primeira liga pelo Benfica.

As declarações surgem após a PSP ter frisado que deu parecer negativo à festa do "bi" no Marquês. O autarca diz que o Marquês de Pombal é um local de “acesso livre” e que foram “seguidas à risca” as recomendações, nomeadamente de reforço de elementos da PSP e dos gradeamentos no local e da criação de anéis que separaram o público dos jogadores.

Medina diz que não há qualquer relação entre os incidentes verificados e o dispositivo que ficou acordado. Quanto ao modelo de segurança, referiu que foi discutido cuidadosamente entre as partes - autarquia, clube, PSP - e disse que o que aconteceu no Marquês podia ter sucedido "em qualquer lugar, em qualquer circunstância"

Por motivos de segurança, a PSP não concordou com o Benfica e com a Câmara para o modelo traçado para os festejos do título encarnado, no Marquês de Pombal, na noite de domingo.

As autoridades preferiam que a festa benfiquista fosse semelhante à do ano passado, centrada mais no interior do Parque Eduardo VII. Nas várias reuniões realizadas entre a PSP, Benfica e Câmara, a polícia mostrou reservas à venda de garrafas de vidro de bebidas alcoólicas, bem como à localização do palco, no centro do Marquês de Pombal. Em causa estavam aspetos práticos de segurança das milhares de pessoas que participaram no evento.

O parecer da PSP não tem no entanto carácter vinculativo. O gabinete de comunicação da PSP prefere não fazer comentários. O porta-voz do Benfica também não faz qualquer declaração sobre o assunto. 

Segundo a Renascença, uma fonte oficial da PSP aponta algumas falhas à organização durante a noite dos festejos no Marquês de Pombal: uma delas foi a de o animador nunca ter lido na instalação sonora os conselhos de segurança que tinham sido previamente combinados com a polícia. A outra o facto de terem sido passadas várias vezes nos écrãs gigantes as imagens de Guimarães, em que um polícia agride um adepto em frente aos dois filhos - imagens que, segundo várias fontes policiais ouvidas pelo Expresso, terão originado os tumultos depois da 1h00 de segunda-feira.


[título do artigo corrigido às 14h17 de 22/05]