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PSP deu parecer negativo ao modelo da festa do 'bi' no Marquês

Marcos Borga

Autoridades não concordaram com uma parte da proposta elaborada pelo Benfica para os festejos do campeonato.

Por motivos de segurança, a Polícia de Segurança Pública (PSP) não concordou com o Benfica e com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) para o modelo traçado para os festejos do título encarnado, no Marquês de Pombal, na noite de domingo.

As autoridades preferiam que a festa benfiquista fosse semelhante à do ano passado, centrada mais no interior do Parque Eduardo VII. Nas várias reuniões realizadas entre a PSP, Benfica e CML, a polícia mostrou reservas à venda de garrafas de vidro de bebidas alcoólicas, bem como à localização do palco, no centro do Marquês de Pombal. Em causa estavam aspetos práticos de segurança das milhares de pessoas que participaram no evento.

O parecer da PSP não tem no entanto carácter vinculativo.

O gabinete de comunicação da PSP prefere não fazer comentários. O porta-voz do Benfica também não faz qualquer declaração sobre o assunto. O Expresso pediu também um esclarecimento à CML, mas até ao momento não obteve resposta. No entanto, a autarquia, em resposta escrita ao Expresso segunda-feira, esclareceu que o seu papel na festa consistiu nas autorizações da "montagem das estruturas" e do funcionamento no local de "atividades de comes e bebes".

Segundo a Renascença, uma fonte oficial da PSP aponta algumas falhas à organização durante a noite dos festejos no Marquês de Pombal: uma delas foi a de o animador nunca ter lido na instalação sonora os conselhos de segurança que tinham sido previamente combinados com a polícia. A outra o facto de terem sido passadas várias vezes nos écrãs gigantes as imagens de Guimarães, em que um polícia agride um adepto em frente aos dois filhos - imagens que, segundo várias fontes policiais ouvidas pelo Expresso, terão originado os tumultos depois da 1h00 de segunda-feira.

[título da notícia corrigido às 14h13 de 22/05]