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Ministra fala pela 1ª vez sobre agressões em Guimarães. "Não pode nem deve haver julgamentos na praça pública"

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António Cotrim / Lusa

Anabela Rodrigues destaca ainda a importância das forças policiais na segurança do país e na manutenção da ordem pública.

A ministra da Administração Interna (MAI) disse esta terça-feira que "não pode nem deve haver julgamentos na praça pública", referindo-se ao caso do polícia que agrediu um adepto do Benfica em Guimarães.

Anabela Rodrigues respondia aos jornalistas durante uma conferência de imprensa realizada após a XVI Conferência de Ministros do Interior dos Países do Mediterrâneo Ocidental, que decorreu em Lisboa.

Questionada várias vezes pelos jornalistas sobre os incidentes ocorridos domingo, no final do jogo de futebol Guimarães-Benfica e nos festejos do clube luz no Marquês de Pombal, a ministra respondeu que procedeu "à abertura de dois inquéritos para apuramento de responsabilidades", mas que "não pode nem deve haver julgamentos na praça pública".

Anabela Rodrigues destacou ainda a importância das forças policiais na segurança do país e na manutenção da ordem pública.

Em causa estão os acontecimentos de domingo junto ao estádio D. Afonso Henriques, após o jogo do Benfica, que foram filmados pela Correio da Manhã TV. Nas imagens vê-se um subcomissário da PSP de Guimarães a agredir à bastonada um adepto do Benfica, que estava acompanhado pelo pai e pelos dois filhos menores.

O adepto foi detido, tendo o subcomissário escrito no auto de detenção, avançado em primeira mão pelo Expresso, que o arguido o injuriou e ameaçou e lhe cuspiu na cara.

A versão foi segunda-feira desmentida pelo adepto, que já manifestou intenção de apresentar queixa contra o subcomissário.

A PSP já anunciou a abertura de um inquérito disciplinar ao agente e o Ministério da Administração Interna também já tinha divulgado que ia abrir um inquérito à ação policial.

Entretanto, o Ministério Público anunciou igualmente que também instaurou um inquérito à atuação policial no domingo junto ao Estádio D. Afonso Henriques, após ter recebido uma denúncia de alegado abuso de poder.

Numa nota publicada na sua página na Internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que aquela denúncia foi apresentada "por um cidadão terceiro" e aponta para "suspeitas da prática do crime de abuso de poder durante a atuação policial".