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Adesão de 90% à greve do Metro de Lisboa, diz a Fectrans

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Populares em fila enquanto aguardam por um autocarro junto da estação de Metro do Campo Grande, em Lisboa

MIGUEL A. LOPES / Lusa

O Metropolitano de Lisboa encerrou às 23h20 desta segunda-feira devido à greve de 24 horas, em protesto contra a subconcessão da empresa. E volta a parar o dia inteiro na próxima terça-feira.

A adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa contra a subconcessão da empresa era de 90% às 8h desta quarta-feira, disse à agência Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

"Os níveis de adesão situam-se nos 90%, depois de contabilizados os números relativos à parte operacional e oficinal da empresa entre as meia-noite e as 8h de hoje", adiantou a sindicalista da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

De acordo com Anabela Carvalheira, os trabalhadores prosseguem a sua luta contra a privatização da empresa, em defesa dos postos de trabalho e de um serviço público de qualidade.

O Metropolitano de Lisboa encerrou às 23h20 desta segunda-feira devido à greve de 24 horas, em protesto contra a subconcessão da empresa. "Esta greve é a continuação da luta dos trabalhadores do Metro contra a privatização da empresa, contra a reestruturação que está em curso, que põe em causa imensos postos de trabalho, em defesa dos postos de trabalho e de um serviço público de qualidade", declarou Anabela Carvalheira.

Além desta greve de 24 horas, os trabalhadores agendaram ainda uma outra nos mesmos moldes e também em protesto contra a subconcessão do Metro, para dia 26 de maio, ou seja, daqui a uma semana. "Obviamente que, se o Governo retirar todas estas coisas e dialogar connosco, estamos ainda a tempo de não fazer a greve de dia 26", acrescentou a sindicalista.

O Metropolitano de Lisboa adiantou que a circulação estaria suspensa entre as 23h20 de segunda-feira e as 6h30 de quarta-feira "por motivo de greve de 24 horas convocada por várias organizações sindicais representativas dos trabalhadores".

A transportadora acrescenta que a Carris reforçará algumas das carreiras de autocarros que coincidem com os eixos servidos pelo Metro, entre as 6h30 e as 21h de hoje.

As linhas com reforço do número de autocarros em circulação são a 726 (Sapadores - Pontinha Centro), a 736 (Cais do Sodré - Odivelas -- Bairro Dr. Lima Pimentel), a 744 (Marquês de Pombal - Moscavide -- Quinta das Laranjeiras) e a 746 (Marquês de Pombal - Estação Damaia).

O Governo aprovou a 26 de fevereiro a subconcessão do Metro e da Carris e, em março, foi publicado em “Diário da República” o anúncio do concurso público internacional. Os candidatos à subconcessão teriam até 14 de maio para apresentar as propostas.

No entanto, os concursos internacionais para a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris foram prolongados para data indeterminada devido ao número de questões colocadas pelos interessados, disse fonte da Transportes de Lisboa.

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    Todas as estações estão fechadas, confirma fonte dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. Na próxima terça-feira, os trabalhadores repetem a paralisação de 24 horas, em protesto contra a subconcessão da empresa.