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Ministério Público investiga violência em Guimarães e no Marquês de Pombal

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Nuno Botelho

Adepto agredido diante dos filhos fica sujeito a termo de identidade e residência. PSP já tinha aberto processo disciplinar ao subcomissário que o agrediu.

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os episódios de violência filmados pela CMTV após o jogo de domingo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica estão a ser alvo da investigação dos procuradores do Porto. O gabinete de comunicação da Procuradoria-Geral da República revelou ao Expresso que uma denúncia "apresentada por cidadão terceiro, apontando suspeitas da prática do crime de abuso de poder durante a actuação policial", está a ser objeto de inquérito. 

Também os tumultos ocorridos durante a madrugada de segunda-feira durante os festejos na vitória do campeonato pelo Benfica no centro de Lisboa estão na mira do Ministério Público. A mesma fonte confirma ao Expresso que se "confirma a existência de investigações a correr termos no DIAP de Lisboa", sem no entanto especificar quantas pessoas estão envolvidas nesse inquérito. 

Durante a tarde, a PSP revelou que foram detidas mais de vinte pessoas na noite entre domingo e segunda-feira na zona do Marquês de Pombal, em Lisboa, e ruas adjacentes. 

Ainda sobre os episódios de Guimarães, a PGR confirma que foi constituído um arguido. Mas depois de um interrogatório não judicial, o Ministério Público optou por não entender necessária a aplicação de qualquer outra medida de coacção além do termo de identidade e residência. O arguido é o adepto do Benfica agredido pelo comandante da PSP de Guimarães. 

A PSP abriu entetanto um processo disciplinar ao subcomissário filmado nas agressões, que no pior dos casos pode vir a ser expulso daquela instituição. No relatório elaborado pelo próprio graduado, é legitimada a carga violenta sobre o empresário de 43 anos, com a justificação que o adepto injuriou e cuspiu no subcomissário, tendo-se aproveitado da presença das câmaras de televisão.

A ministra da Administração Interna deu agora um prazo de trinta dias para a PSP apresentar os resultados das averiguações internas que vão decorrer aos episódios ocorridos em Guimarães e em Lisboa.