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Sociedade

Presidente apela ao combate à apatia cívica dos jovens

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Luís Barra

De uma vez por todas, é preciso ter consciência deste fenómeno e passar das palavras aos atos, lembrou Cavaco Silva

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O Presidente da República apelou este sábado para a "necessidade imperiosa" de agir no que diz respeito ao combate à apatia cívica e a indiferença dos jovens perante a atividade política.

Falando no final da Conferência internacional sobre os jovens que a Presidência da República organizou na sexta-feira e neste sábado na Fundação Champalimaud, o Presidente realçou os dados revelados pelo inquérito divulgado no encontro, que mostram "um agravamento da descrença nas instituições e a degradação da relação cívica dos jovens com a vida política" face aos dados de um outro estudo, realizado há oito anos. segundo disse.

Os resultados do inquérito "devem merecer uma reflexão séria por parte dos agentes políticos, da sociedade civil e dos cidadãos em geral", apelou.

"Num tempo em que comemoramos 40 anos de democracia, é fundamental que a sociedade e a classe política, em particular, passem das palavras aos atos", afirmou o Presidente. "De um vez por todas, é imperioso ter consciência da gravidade deste fenómeno e da necessidade premente de agir".

Em particular, Cavaco Silva lembrou que é fundamental "desenvolver uma estratégia vocacionada para a criação de emprego qualificado e para a credibilização das instituições e seus protagonistas".

"É essencial que existam incentivos credíveis e transparentes que mobilizem os jovens para uma participação mais ativa na construção do seu destino comum", afirmou ainda.

O Presidente manifestou-se contudo satisfeito com os resultados da conferência, na qual foram ouvidos testemunhos de jovens de diversas áreas: "a participação nesta conferência é um sinal de inconformismo e exprime o desejo de pensar e discutir de forma esclarecida o futuro de Portugal e dos seus jovens".