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Uma centena de trabalhadores da Carris em protesto junto ao Parlamento

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Arménio Carlos, trabalhador da Carris e líder da CGTP, foi um dos manifestantes que foram protestar junto ao Parlamento, esta manhã

ANTÓNIO COTRIM/Lusa

Trabalhador da empresa há 41 anos, o secretário-geral da CGTP juntou-se à manifestação. Esta "é uma luta de todos, não só dos trabalhadores da Carris mas de todos os cidadãos de Lisboa", disse Arménio Carlos

Cerca de uma centena de trabalhadores da Carris participou na manhã desta quinta-feira, entre a Estação de Santo Amaro, em Alcântara, Lisboa, e a Assembleia da República, numa marcha de protesto contra a subconcessão da transportadora.

Gritando palavras de ordem como "Governo escuta, a Carris está em luta" ou "Carris unida jamais será vencida" e, ainda, "Está na hora de o Governo ir embora", os manifestantes chegaram à Assembleia da República, cerca das 9h15, para entregar aos grupos parlamentares e à presidente do Parlamento a análise do caderno de encargos de subconcessão efetuada pelos sindicatos.

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos -- trabalhador da Carris há 41 anos -, juntou-se à manifestação, explicando em declarações à agência Lusa que esta "é uma luta de todos, não só dos trabalhadores da Carris mas de todos os cidadãos de Lisboa".

Manuel Leal, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), disse à Lusa que a adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores da Carris contra a subconcessão da transportadora era de 80% às 7h30. Por sua vez, a Carris assegura que teve a circular até às 7h30, 151 dos 491 autocarros programados, o que representa 31% da oferta.

"A [transportadora de passageiros] Carris garantiu até às 7h30 de hoje 31% da oferta, estando os serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral a ser integralmente cumpridos", disse à Lusa a porta-voz da empresa, Isa Lopes, adiantando que dos 491 dos veículos programados para o serviço público circularam 151 viaturas.

Esta fonte adiantou que os serviços dos ascensores e o elevador de Santa Justa foram cumpridos a 100% em relação ao que estava programado.