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O palavrão na BBC que divertiu Inglaterra

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Será o menor dos problemas que neste momento afligem Nigel Farage, o líder do UKIP, após falhar a eleição para o Parlamento.

Luís M. Faria

O repórter da BBC, o veterano Norman Smith, estava apenas a tentar citar corretamente. Falando em direto junto ao Parlamento, comentava as últimas lutas internas do UKIP, o Partido da Independência do Reino Unido, conhecido pelas suas posições anti-imigração e anti-UE. Smith recordava que o porta-voz do UKIP para a economia criticara o líder Nigel Farage pela sua atitude "desdenhosa, suscetível e agressiva", e por ter transformado o partido numa "monarquia absoluta ou um culto da personalidade". 

Culto diz-se 'cult' em inglês, mas bastou um pequeno lapso verbal (a troca do l por um n) para Smith dizer uma palavra ordinária bastante comum. Uma palavra cujo equivalente em português por acaso também começa por c e também tem quatro letras. Caso precise absolutamente de a referir, a nossa imprensa respeitável faz o mesmo que a inglesa, substituindo as três últimas letras por pontos. 

O lapso foi mesmo isso - quer dizer, foi obviamente involuntário - conforme se percebe pela atrapalhação de Smith após o cometer. A graça que se possa achar tem que ver, pelo menos em parte, com o facto de se tratar da BBC. 

Quanto a Farage, há de ter coisas muito mais importantes com que se preocupar. Após ter falhado pela sexta ou sétima vez a eleição para a Câmara dos Comuns, demitiu-se de líder do partido, como tinha prometido, mas logo a seguir deixou-se "convencer" a ficar. Muita gente acha que foi a decisão correta. "O que é que ele ia fazer a não ser isto?", perguntou há dois dias um comentador na... BBC. Mas nem todos os militantes concordam.