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Dia D para jovem de 17 anos recluso há 11 meses por abuso sexual de menores

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Leandro Monteiro, acusado de ter abusado sexualmente de duas crianças numa instituição de Chaves, fica a saber esta terça-feira se é culpado ou inocente.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Detido preventivamente em junho de 2014 por suspeitas de abusos sexuais a dois colegas de seis e onze anos, cometidos no interior do Lar de Infância e Juventude da Escola de Artes e Ofícios de Chaves, Leandro Monteiro, de 17 anos, ficará a conhecer esta terça-feira o que o futuro lhe reserva.

Após num primeiro interrogatório em que confessou à Polícia Judiciária o assédio aos dois rapazes, Leandro reclama há quase um ano que está inocente, alegadamente vítima de uma «história fabricada» pelas mães das crianças, que desejariam ter de volta a casa os filhos, institucionalizados após lhes ter sido retirada a tutela dos menores por um período temporário.

Apesar das confissões contraditórias e das monitoras do lar colocarem sérias dúvidas em relação ao presumível crime, sustentando que seria «quase impossível» a ocorrência do assédio à hora do lanche numa sala de convívio cheia de crianças e técnicas, Leandro foi detido preventivamente numa cadeia para adultos em Chaves, e mais tarde transferido para a escola-prisão de Leiria.

Ricardo Sá Fernandes, que aceitou defender o menor a pedido da mãe, uma semana antes do início do julgamento, a 24 de abril, afirmou na altura ao Expresso que «muitos dos elementos no processo, públicos desde o início do caso, apontavam claramente para a inocência» do arguido.

Sá Fernandes adiantou ainda que o relatório pericial «é arrasador, cheio de equívocos» em relação ao testemunho das crianças.

Durante o julgamento, além do arguido foram inquiridas as educadoras do lar onde Leandro esteve institucionalizado um ano e três meses, peritos forenses e agentes da Judiciária, um ex-colega de lar, as mães das crianças e um dos menores supostamente abusado, embora os dois rapazes já tivessem sido ouvidos em junho do ano passado para memória futura.