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Sociedade

Parlamentos europeus querem mais flexibilidade com os refugiados

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Parlamentos da União para o Mediterrâneo dizem que os Estados europeus têm de receber mais refugiados.

Flexibilidade e compreensão: estas são as palavras-chave para a Europa lidar com a crise dos refugiados. Pelo menos são essas as recomendações feitas pelos Parlamentos da União do Mediterrâneo (PdUM), que estiveram reunidos esta segunda-feira  em Lisboa.

Na declaração final, na qual constam dez pontos, os PdUM consideram que é necessário criar mais vistos humanitários, maior número de canais humanitários, maiores bases de apoio nos países de origem e chegada, fazer uma base de dados internacional, criar um programa de reinstalação, estabelecer uma política legal para a emigração que tenha em conta os mercados de trabalho nos diferentes países de acolhimento, facilidade o reagrupamento de famílias.

"Os países europeus têm de estudar como deverão lidar com os refugiados, incluindo a possibilidade de receberem mais, tendo em consideração uma repartição de encargos equitativa, dentro da legalidade dos Estados-membros tendo por base o princípio da solidariedade", lê-se no documento.

Ao longo dos dez pontos do texto é referida por mais de uma vez a palavra "solidariedade", já que é nestas costas do Mediterrâneo que há um maior número de pedidos de chegadas e asilo, sendo que é necessário "ter em conta uma abordagem mais sistemática e uma abordagem compreensiva".

As recomendações focam, também, o regresso aos países de origem. Daí que o texto determine a portabilidade das benefícios sociais para os migrantes com trabalho, de modo a que "não sejam desencorajados de regressar aos seus países."