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À grande e à... chinesa. Bilionário oferece férias em França aos seus 6400 empregados

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Quatro empregadas da Tiens visivelmente satisfeitas durante a sua passagem por Nice, no âmbito da viagem de férias a França paga pelo proprietário do grupo chinês

VALERY HACHE/AFP/Getty Images

É a última demonstração do poderia económico chinês e (dizem alguns) da decadência económica europeia.

Luís M. Faria

Em Paris, foram 140 hotéis e visitas em massa aos lugares populares, incluindo uma sessão especial no Moulin Rouge e uma visita privada ao Louvre. E na Côte d’Azur, foram necessários 147 autocarros para transportar o grupo, todos empregados da  Tiens, um conglomerado chinês

Surgida em 1995, a Tiens começou pela fabricação de medicamentos e estendeu-se a outras áreas: imobiliário, finanças, educação… Agora, adquiriu subitamente visibilidade pública graças a uma iniciativa generosa do seu líder. 

Para comemorar os vinte anos da empresa, o fundador e presidente LI Jinyuan levou 6400 funcionários – metade dos que emprega diretamente – numa excursão de férias a França. 

Todos vestidos de azul, à semelhança de uma qualquer colónia infantiul balnear, os 6400 empregados chineses concentraram-se no imenso areal fronteiro à marginal de Nice

Todos vestidos de azul, à semelhança de uma qualquer colónia infantiul balnear, os 6400 empregados chineses concentraram-se no imenso areal fronteiro à marginal de Nice

VALERY HACHE/AFP/Getty Images

Em Nice, onde eles se alinharam na praia para formar uma frase (“O sonho de Tiens é Nice”), foi o maior grupo de sempre no género. Como não havia lugar para todos eles na cidade mediterrânica do sul de França, houve que recorrer a hotéis em Cannes e no Mónaco, dois outros lugares associados ao luxo. 

O preço total dessa parte da viagem terá rondado os 20 milhões de euros. Em Paris, foram mais 13 milhões.

Li Lyiuan deixa-se fotografar para uma selfie durante a parada na marginal de Nice, onde foi aplaudido pelos seus 6400 empregados concentrados no areal da praia

Li Lyiuan deixa-se fotografar para uma selfie durante a parada na marginal de Nice, onde foi aplaudido pelos seus 6400 empregados concentrados no areal da praia

VALERY HACHE/AFP/Getty Images

Para a indústria do turismo francês, os 33 milhões de euros terão sido bem-vindos. Mas a história não deixa de ter um lado amargo, segundo alguns comentadores. Volta a confirmar-se onde cada vez mais se encontra o dinheiro e a Europa volta a surgir como um museu, um lugar que os endinheirados visitam nas férias. 

A França é um destino particularmente apetecido, com 85 milhões de visitantes (e uma receita de 150 mil milhões) por ano. A maioria continua a vir de outros países europeus.