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Quem é o mais poluente, o mais corrupto, o mais transparente, o mais comunicativo?

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Dados sobre os países de todo o mundo e que estavam dispersos por 80 fontes diferentes, como o Banco Mundial ou as Nações Unidas, estão agora reunidos num único portal. E há revelações sobre Portugal, que contribuiu para o desenvolvimento do projeto.

Portugal está entre os países com maior esperança de vida à nascença, mas entre os 15 piores do mundo há três Estados de expressão portuguesa. Em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau morre-se, em média, antes dos 55 anos.

Esta é apenas uma das conclusões possíveis de tirar numa pesquisa rápida ao GlobalStat, a maior base de dados mundial sobre desenvolvimento humano e globalização, criada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e pelo Instituto Universitário Europeu e lançada esta quinta-feira em Florença.

O portal, disponível a partir de hoje em www.globalstat.eu, reúne estatísticas dos últimos 50 anos relativas a todos os 193 países da Nações Unidas, agregando mais de 500 indicadores em áreas que vão da demografia à saúde e ao desenvolvimento económico, passando pela alimentação, ambiente ou grau de liberdade democrática. Até agora, estes dados estavam dispersos por 80 fontes diferentes, como o Banco Mundial, as Nações Unidas, o Eurostat ou a Organização Mundial do Trabalho.

De acordo com Nuno Garoupa, presidente da FFMS, o projeto é “absolutamente pioneiro”, uma vez que permite analisar dados que, por estarem tão dispersos, eram até agora difíceis de procurar e de cruzar. Além de reunir a informação desde 1960 até à atualidade, o portal torna os dados comparáveis, nomeadamente em termos de moeda.

Através do GlobalStat é possível saber, por exemplo, que o Mónaco é o país menos poluente do mundo e os Estados Unidos os que mais emitem CO2, que a Somália é o estado mais corrupto e a Dinamarca o que tem mais transparência ou que o Gabão é onde há mais telemóveis por 100 habitantes.

O portal também permite perceber melhor a posição de Portugal no mundo. Já agora, sabia que somos o 82º país mais pequeno do mundo, mas o 26º com melhor esperança de vida à nascença? Morre-se, em média, aos 80 anos, um valor próximo do Japão, que lidera esta tabela, e quase 30 anos acima do que acontece em Angola, Moçambique ou Guiné-Bissau.

“É um projeto muito importante que permite melhorar o debate público, dando mais informações aos cidadãos, que assim podem exercer um melhor escrutínio democrático. E é também fundamental para as nossas políticas públicas, que serão tão melhores quanto mais informadas forem”, frisou o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, que esteve esta quinta-feira presente no lançamento do GlobalStat, em Florença.