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Candidatos a dar aulas chumbam a Português e a Física e Química

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Mais de 60% dos que fizeram as provas específicas de Português e de Física e Química para o 3º ciclo e ensino secundário tiveram menos de 50% e chumbaram, ficando por isso impedidos de concorrer a dar aulas. Nas restantes provas, a maioria passou. Mas as médias não são particularmente altas.

A maioria dos 1500 candidatos a dar aulas que têm menos de cinco anos de serviços e que tiveram por isso de realizar a componente específica da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) passaram no teste. Mas há grupos disciplinares onde as falhas dos professores parecem ser evidentes. 

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), as taxas de aprovação ficaram-se pelos 36,8% na prova destinada a professores de Física e Química, realizada por 68 candidatos, e a média geral foi de 44,4%. No caso do teste de Português, também para o 3º ciclo do básico e ensino secundário e realizado por 106 professores, chumbaram 60,4% e a média não foi além dos 46,2%. 

Todos os que reprovaram na componente específica da PACC estão impedidos de concorrer no concurso para o próximo ano letivo. 

Nas restantes disciplinas o panorama foi diferente, com a maioria dos candidatos a conseguir superar a fasquia dos 50%. A prova de Matemática para professores do 1º ciclo ou de Matemática e Ciências da Natureza no 2º ciclo do básico foi a que contou com mais inscritos (450) e o máximo que se pode dizer é que os resultados foram razoáveis: 58,4% passaram e 41,6% reprovaram. 

Com praticamente o mesmo número de inscritos, o teste de Português para dar aulas aos primeiros seis anos de escolaridade (1º e 2º ciclos do básico) apresentou uma taxa de aprovação muito superior (75,3%), ainda que a média não tenha ido além dos 56%. 

Do lado das disciplinas em que os professores parecem dominar melhor os conhecimentos específicos encontram-se a Educação Pré-escolar - passaram 156 dos 158 que fizeram o teste - e a Educação Especial, por exemplo.

Por outro lado, Biologia e Geologia e História, ambas para o ensino secundário, foram outras das provas com elevadas taxas de reprovação: 42% e 34%, respetivamente. No entanto, o número de professores que as realizaram foi de apenas algumas dezenas.  

Os resultados das componentes específicas da PACC dizem respeito a pouco mais de duas mil provas realizadas (cada candidato pode concorrer a mais do que um grupo disciplinar). Em janeiro, já tinham ficado pelo caminho 854, o equivalente a um terço dos 2500 que chumbaram na componente geral da PACC.