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Britânicos dizem que jiadista português filmou morte de piloto jordano. Mas Fábio nega

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O jornal "Daily Mail" escreve esta quinta-feira que Fábio Poças é um dos autores das filmagens que mostram Muath al-Kasasbeha a ser queimado numa jaula. Fontes portuguesas e o próprio, contactado pelo Expresso, desmentem envolvimento.

DR

Num tweet colocado na tarde desta quarta-feira, um extremista ligado ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) declara algo como:  "Que Deus proteja o irmão jornalista Fábio Kabios (Poças), que filmou 'A Alegria dos Muçulmanos' na queima do piloto jordano Kasasbeha". 

Esta mensagem, escrita em árabe, chamou a atenção da imprensa britânica, que segue com atenção o grupo de seis jiadistas portugueses que viveu em Leyton, bairro da zona Este de Londres. 

O "Daily Mail" publica a história na sua edição online, dando grande destaque ao papel do jovem de 23 anos no interior do Daesh. Segundo o jornal, Fábio Poças é acusado de ter filmado a morte do piloto jordano da coligação internacional que combate o grupo terrorista, por este capturado no final do ano passado. 

Muath al-Kasasbeha foi queimado vivo numa jaula no início deste ano. Segundo o "Daily Mail", Poças está por trás da "montagem profissional" que filmou a morte de Muath al-Kasasbeh. Esta revelação, adianta o jornal britânico, sugere que o português se tornou num "membro proeminente" do departamento de media Al-Furqan, responsável pelos vídeos de propaganda do Daesh.  

O Expresso ouviu algumas fontes ligadas à investigação que desvalorizam a notícia. E lembram que há três meses um outro português do mesmo grupo, Nero Saraiva, também foi acusado do mesmo pela imprensa inglesa

Contactado pelo Expresso, Fábio Poças nega ser o autor das filmagens: "Não estive envolvido nesse caso."