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Supremo recusa mais um recurso de Sócrates

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FOTO GETTY

Defesa do ex-primeiro-ministro queria que pedido de libertação imediata fosse reapreciado. Conselheiro Santos Cabral recusou admitir o recurso.

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Assim que o juiz Santos Cabral recusou em março o pedido de habeas corpus (libertação imediata) de José Sócrates, a defesa anunciou que iria recorrer da decisão. Esta quarta-feira, o mesmo juiz recusou-se a admitir o recurso, argumentando que seria "incoerente na lógica do sistema que o arguido preso, não podendo recorrer do acórdão da Relação, já o pudesse fazer do acórdão do Supremo". Isto é: José Sócrates vai continuar em prisão preventiva depois de um juiz de instrução criminal (Carlos Alexandre), um desembargador da Relação de Lisboa (Agostinho Torres) e um conselheiro do Supremo (Santos Cabral) terem apreciado o processo.

Contactado pelo Expresso, Pedro Delille, um dos advogados de Sócrates, optou por não se pronunciar.

O ex-primeiro-ministro está preso preventivamente desde novembro do ano passado, sob suspeita de corrupção e branqueamento de capitais. Carlos Santos Silva, amigo de infância do ex-primeiro ministro, é o outro preso preventivo do caso. O motorista particular de Sócrates, João Perna, esteve preso, mas passou para prisão domiciliária e posteriormente para obrigatoriedade de apresentação semanal na esquadra e proibição de contactar outros arguidos. 

Sócrates é suspeito de usar as contas bancárias de Carlos Santos Silva para movimentar dinheiro que terá recebido indevidamente quando era primeiro-ministro. O arguido nega todas as acusações e diz que o dinheiro recebido resulta de empréstimos pessoais.