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Governo não vai decretar requisição civil durante greve da TAP

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FOTO JOSÉ COELHO

Em dezembro, o Governo decidiu de forma diferente quando foi marcada uma greve na empresa - que acabou por ser desmarcada.

O ministro da Economia anunciou que o Governo não vai decretar requisição civil à greve dos pilotos da TAP, entre 1 e 10 de maio, confirmou esta quinta-feira à Lusa fonte do Ministério. António Pires de Lima tinha avançado à RTP que o executivo não iria decretar a requisição civil.

 

"As condições que justificaram a convocação da requisição civil em dezembro não se verificam agora e, por isso, quem estaria à espera de uma requisição civil para poder emendar a mão vai ter muito que esperar. No final haja bom senso, haja moderação e que a TAP possa continuar a voar", disse Pires de Lima, na inauguração de um hotel em Lisboa.

 

Em dezembro, o Governo justificou a requisição civil para "proteger o direito das famílias se juntarem na quadra da família, bem como a imagem de Portugal num período muito importante para o turismo nacional". A greve tinha sido convocada para os dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro. 

 

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) anunciou esta quinta-feira que a adesão dos pilotos à greve ascende a 90%, considerando que é um reflexo do sentimento de revolta dos trabalhadores.

 

Os pilotos da TAP marcaram uma greve, entre 1 e 10 de maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização.