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Cavaco. "Deus queira que na TAP não aconteça o que aconteceu noutros países da UE"

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O Presidente da República falou sobre a greve na TAP e as presidenciais à margem da visita ao Comando Conjunto para as Operações Militares inserido na estrutura orgânica do Estado-Maior-General das Forças Armadas, em Oeiras

Miguel A. Lopes/Lusa

Presidente da República diz não ter ilusões de que a greve seja suspensa.  

"Deus queira que na TAP não aconteça o que aconteceu noutros países da União Europeia, em que as companhias foram forçadas a realizar despedimentos significativos e a cortar rotas". Foi esta a resposta do Presidente da República, quando questionado pelos jornalistas à saída de uma visita ao Comando Conjunto para as Operações Militares, em Oeiras, sobre a situação da TAP, que inicia esta sexta-feira uma greve de dez dias.

Cavaco Silva deu alguns exemplos de países onde estas situações de reestruturações e despedimentos se materializaram, como a Polónia, Chipre e Itália, sublinhando que teme que o mesmo suceda com a TAP. "Pelas informações que disponho, começo a recear que algo semelhante possa acontecer em Portugal". 

Quando questionado sobre a possibilidade (ou não) de se evitar a greve, e de os pilotos recuarem na intenção de realizar a greve, o Presidente preferiu não entrar em pormenores. "Não vou acrescentar mais nada, porque praticamente tudo já foi dito", respondeu, sublinhando apenas que não pode, "neste momento, ter ilusões" de que a greve seja suspensa. E acrescenta ainda que "há conhecimento, na generalidade, de que a TAP pode caminhar para uma situação extremamente difícil, que eu gostaria que não acontecesse".  

Mudando de assunto, e na sequência de uma questão colocada por um jornalista, Cavaco Silva falou sobre as presidenciais. Ou melhor, recusou-se a fazê-lo. Disse apenas: "Não farei agora, nem no futuro, um comentário sobre os candidatos e as eleições presidenciais. Temos que esperar nove meses, o período de gestação de uma criança, para sabermos quem será o meu sucessor".

Já sobre as legislativas, declarou que apresentará a data destas eleições em julho e que estas terão que ocorrer entre 14 de setembro e 14 de outubro.