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11 mortos em acidente de autocarro na Sertã

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O autocarro seguia em excursão para Santa Maria da Feira

Paulo Novais/Lusa

Um autocarro turístico de matrícula espanhola despistou-se domingo de manhã no IC8 e caiu para uma ravina. Um dos feridos graves, uma mulher, faleceu no Hospital de Coimbra. Nove feridos mantêm-se internados, dois deles exigem "vigilância estreita". A circulação já foi restabelecida nos dois sentidos.

Pelo menos 11 mortos confirmados e 33 feridos é o balanço mais recente de um acidente de autocarro ocorrido esta manhã na Sertã, distrito de Castelo Branco.

Dos 33 feridos, 17 deram entrada no Hospital de Castelo Branco, mantendo-se apenas nove internados. Dois dos cinco feridos internados nos hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) exigem ""viligância estreita". Quatro crianças foram levadas para o Hospital Pediátrico de Coimbra.

De acordo o site da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o autocarro despistou-se no IC8, no nó do Carvalhal, pouco antes das 8h30, e caiu para uma ravina.

Seis homens e cinco mulheres faleceram e os restantes passageiros ficaram feridos. Entre elas há "sete crianças, que não inspiram cuidados e estão estabilizadas", especificou aos jornalistas o responsável médico do INEM no local, António Granda, apontando "seis feridos muito urgentes, graves".

Óbito no hospital eleva número de mortos

Um dos feridos graves, uma mulher que deu entrada no Hospital de Coimbra  acabou por não resistir. A confirmação foi dada já perto das 13h pelo diretor clínico José Guilherme Tralhão à TVI.

"A ravina tem uma altitude considerável com pelo menos 15 a 20 metros", disse ao Expresso o Sargento-mor Farinha, do comando territoral da GNR de Castelo Branco, acrescentado que o autocarro captou "uma ou duas vezes" -  algumas pessoas foram "projetadas e ficaram debaixo da viatura" -, e há obras na zona do acidente.

A circulação automóvel está interdita sem previsão para a reabertura.

44 pessoas a bordo

Sabe-se que o autocarro tem matrícula espanhola e seguiria em excursão de Portalegre para Santa Maria da Feira, segundo o Major Brito da GNR de Castelo Branco que se encontrava na zona do acidente.

Rui Esteves, comandante distrital das operações de socorro da Proteção Civil de Castelo Branco, explicou em direto para a RTP que estavam no autocarro "43 pessoas, mais o motorista", e que "são todos portugueses", segundo as indicações de que dispõe, muito embora haja vítimas do sinistro que ainda não foram identificadas.

Obras num local "perigoso" 

O presidente da Câmara Municipal da Sertã José Nunes, que também se deslocou ao terreno, confirmou as dez vítimas mortais e a matrícula espanhola do autocarro, mas não sabe as nacionalidades dos passageiros.

O autarca aponta como possível causa do acidente as obras de requalificação associadas às condições atmosféricas de chuva e nevoeiro. Reconhece que o "local é perigoso e com as obras pior", mas frisa que "sem obras não se consegue requalificar".

98 viaturas de socorro

As operações de salvamento e desencarceramento contaram com "98 viaturas de socorro, apoiadas por 268 homens e dois helicópteros, e estiveram presentes 36 entidades que permitiram a coordenação rápida, de excelência em relação a este acidente grave", salienta Rui Esteves.

A PSP e GNR montaram um dispositivo para criar corredores de evacuação e foram mobilizadas gruas, segundo as informações que iam sendo disponibilizadas e atualizadas pelo site da Proteção Civil. Entre as diligências de socorro foi acionado o reforço das equipas médicas no Hospital Distrital de Castelo Branco e no centro de saúde da Sertã.

As vítimas mortais foram transportadas para a morgue do Hospital de Castelo Branco, em coordenação com a GNR. Depois da peritagem efetuaram-se os trabalhos de remoção do autocarro.

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