19 de maio de 2013 às 19:15
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Só nos saem é Duques

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

Ontem fiz uma critica ao relatório sobre a RTP. Dei-me ao trabalho de o ler, coisa que não aconselho a ninguém. Mas levei a sério a existência deste grupo de trabalho. Dedicado ao texto, escaparam-me as declarações do coordenador do grupo, João Duque. Defendeu o grupo por ele dirigido que a RTP Internacional deveria ser tutelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em entrevista, o gestor acrescentou que a informação deste canal deve ser "filtrada" e "trabalhada" e que se o governo "quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade porque estamos convencidos que o faz a bem da Nação porque foi sufragado e eleito para isso".

Paulo Portas, que foi jornalista e é ministro dos Negócios Estrangeiros, já se distanciou, talvez um pouco enojado, destas declarações.

Por mim, dei por perdido o meu tempo a ler e escrever sobre este relatório. Suspeitava que João Duque não sabe rigorosamente nada sobre comunicação social. Se soubesse, nunca poderia ter escrito aquele relatório. Ontem fiquei a saber que a sua familiaridade com a liberdade de imprensa e o Estado Democrático é também nula. O que não me espantou, já que foi o presidente do ISEG que apresentou, há umas semanas, Angola como um exemplo a seguir por Portugal.

O que me preocupa? Que pessoas que nem o mais básico das regras da democracia conhecem sejam convidadas pelo Estado para dirigir um grupo de trabalho que tem como função apresentar propostas para o serviço público de comunicação social. Diz muito sobre quem nos governa.

Comentários 39 Comentar
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Ministério da propaganda
Temos que reconhecer que esse jovem economista da moda, parece ter atingido o seu patamar de incompetência.
Defender, em 2011, um departamento do MNE, para propaganda exterior via TV, não é ideia muito brilhante.

Estas asneiras acontecem quando nos convencemos que sabemos de tudo, que somos bons em tudo.
Temos ainda entranhado a postura do elogio fácil, muitas vezes mútuo, que vai criando ídolos com pés de barro.

Ao mínimo tremor, a queda é certa.......
A RTP levou 500 milhões de euros Ver comentário
O que sai mais é comunistas albaneses Ver comentário
DO anda a sonhar com fantasmas Ver comentário
Engana-se, meu caro... Ver comentário
O mais estranho disto tudo...

Como é que este duque passou o crivo dos seus pares e chegou onde chegou?

Como é que a academia chegou a este ponto, em que um alto responsável por uma instituição de ensino superior, se permite defender, promover e advogar a favor da manipulação da informação numa sociedade democrática, livre e plural?

João Duque tem direito ao disparate, como qualquer cidadão. Porque vivemos numa democracia, João Duque tem direito à sua opinião.

Mas, por enquanto, a opinião pessoal não se pode confundir com a anulação dos valores e dos princípios da democracia.

João Duque tem direito à sua opinião e posição pessoal mas apenas no plano pessoal. A partir do momento em que essa opinião ou posição pessoal surge num discurso institucional, as consequências devem ser reais.

Alguém que demita esse senhor!

O direito ao disparate não pode institucionalizar-se.

E, se nos calamos, estamos a pactuar com a "normalidade" destas declarações.

Haja vergonha na cara!
Duque tem razão Ver comentário
Duque NÃO tem razão Ver comentário
Duque tem muita razão Ver comentário
Re: Duque tem razão Ver comentário
Re: O mais estranho disto tudo... Ver comentário
Re: O mais estranho disto tudo... Ver comentário
Censura,mas qual censura ó Sócrates? Ver comentário
Re: Censura,mas qual censura ó Sócrates? Ver comentário
Re: O mais estranho disto tudo... Ver comentário
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O Duque de Relvas é uma catástrofe!
Hoje, estou completamente de acordo com Daniel Oliveira.
João Duque, pode perceber muito de micro ou macro economia, mas de comunicação social é uma catástrofe.
Duque, que até brilhou alguma coisa no "Plano Inclinado" a falar de números, desta vez desequilibrou-se e deu um trambolhão.
Relvas, mostrou mais uma vez que é um nabo, pois não soube arranjar alguém de “jeito”, para fazer um simples relatório, que se presumia credível.
Duque sem papas na lingua:é assim mesmo Ver comentário
Só nos saem Duques
Não deixa de ser caricato que quando no Parlamento um deputado questiona o Ministro Miguel Relvas, qual era a credibilidade que dava ao relatório este se embrulhou na resposta como de costume, porque contra factos não há argumentos. Como já o afirmei a televisão que pertence ao Estado é sem dúvida a que melhor informa, mais isenta e a mais credível. A atitude de Portas neste caso é a mesma que tem vindo seguir em tudo o mais. Está neste governo tentando passar pelos intervalos da chuva sem se molhar.
"FILTRAR A INFORMAÇÃO ..." NESTE CASO NÃO É UM ...
Duque ... é mais uma cena ... uma cena ... triste ...
dUQUE
Com cenas tristes
Nobres arruinados mas cheios de pergaminhos…
Desconheço se será fruto dos 800 anos de história – argumento condenatório da falta de respeito que a restante humanidade tem por nós – ou o orgulho “besta” do aristocrata arruinado que recusa reconhecer que não tem dinheiro para comer.

Por mais que custe, ser “Oliveira da Figueira” é razão de sobrevivência.

Transformar as embaixadas em promotores do País, é uma necessidade

Ter um canal de televisão dedicado à publicidade enganosa relativa a Portugal, é premente

“Mostrar” como somos “bonitos, limpos e bons”. Mostrar como investir num país de gentes tão fantásticas, é coisa inteligente; mostrar como somos tão instruídos; mostrar como somos tão capacitados; mostrar como as ruas são limpas; mostrar como as estradas não têm buracos; além da água pura nas praias

Mentir, portanto

E os “indignados” nunca o foram quando alguns programas de televisão, foram considerados: “isto não é informação” – na altura, quem estava no governo decidia o que era, ou não, “boa” informação. Com o apoio de muitos indignados, incluindo o escriba

Não conhecendo o relatório nem os promotores, “reconheço” o espírito: “arregaçar as mangas e tentar sair do buraco”.

Algo que fere os pergaminhos de quem insiste que não estamos a ser ajudados. Que é um negócio.

Esquecendo que a definição de negócio é a possibilidade de desistência de qualquer das partes. Para nós, uma impossibilidade
Duque, o cagão
Deste Duque, que deve ter belas cunhas para estar na posição em que está, só me recordo de fazer parte do programa Plano Inclinado da SIC Notícias, onde, para além de fazer papel de corpo presente, servia para dizer "ai que sim" ao que Medina Carreira dizia e quando se atrevia a formar opiniões levava um puxão de orelhas, ou de Crespo, ou de Medina, ou de um convidado qualquer. Uma figura completamente NULA naquele programa. Eventualmente alguém reparou nisso e correram com ele.
" DO A DIRETOR"
Nada como eleger o DO para diretor de informação de uma merdice qualquer.
várias vantagens:
-desaparecia mais lá de casa com os lúcidos comentários que fáz não sei porque quase diáriamente.
-Ganhava mais.
.Teríamos aí sim direito a uma informação limpa e escorreita e barata.
kácus
Re: Só nos saem é Duques
Já há muito tempo que este Duque tem um desmesurado tempo de antena nos nossos média. Sempre me pareceu um perfeito... incompetente. No entanto não é isso que me preocupa. O que me preocupa é o facto de ser diretor de uma instituição que deveria ser respeitável como o ISEG e que com este tipo de criatura à frente dos seus destinos tenderá certamente a unificar o 'pensamento liberal' tão em voga, com os resultados trágicos que as televisões nos anunciam a cada hora...
Pontos nos iii
Meu caro Daniel,

A RTPi é UMA M£RD@... e é ainda mais, por DUAS razões:

a) quem vive lá fora, e NÃO VÊ a RTP, a TVi, a SIC etc. MAS SIM uma série de canais que CÁ NÃO PASSAM, como sejam a BBC1, BBC2, France 2 e 3, etc, etc, e de repente muda de canal e tem o azar de calhar na RTPi, nota logo a diferença...

b) a programação da RTPi é feita na perspectiva de que os emigrantes portugueses lá fora AINDA são os dos anos 60 ou 70, ou quando muito "tugas" iguais aos nossos... MAS NÃO SÃO - são as SEGUNDA e TERCEIRA gerações dos primeiros, ou então jovens que emigraram DEPOIS, muitos deles já com estudos, e que vivem num ambiente cultural COMPLETAMENTE DIFERENTE!!!

ORA, claro que há a postura SAUDOSISTA, dos que dizem (de forma que não deixa de ser "salazarenta") que coitadinhos, precisam de um "portugalzinho" lá fora para não terem tantas saudades...

MAS ISTO É UM DISPARATE, porque não só DÁ UMA PÉSSIMA IMAGEM DE PORTUGAL, COMO NÃO SERVE AS POPULAÇÕES de emigrantes. Só SERVE PARA AS TENTAR MANTER ATRASADAS!!!

SEGUNDO PONTO, A DEMOCRACIA: então vamos lá ver, os JORNALISTAS têm um MANDATO DO POVO? FORAM ELEITOS, ou HOUVE DEBATE, SOBRE OS CONTEÚDOS DA PROGRAMAÇÃO???

Ou estão apenas a tentar DEFENDER O SEU FEUDO, como os fazem os magistrados, por considerarem que têm COMPETÊNCIA EXCLUSIVA nesta matéria?

A ideia do MNE não é brilhante, mas alguém tem de melhorar a RTPi, se os JORNALISTAS SÃO INCAPAZES...
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Re: Pontos nos iii Ver comentário
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Re: Pontos nos iii Ver comentário
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Propaganda e ministros
Deixo aqui um link sobre "progaganda" e ministros:

http://en.wikipedia.org/w...
Não chegamos a nada.

Caro Daniele,

E' un vero casino.

=

E' um vero bordel.

Haja Bem!

                                                                            Anthos
E porque é que Duque foi convidado pelo governo..?
Se o tal de Duque não tem a menor competência no domínio da comunicação social (a menos que achem que basta ser "uma espécie de comunicador" que aparece de vez em quando nas televisões para mostrar toda a sua irrelevância e vacuidade...), a única razão para ele surgir como presidente desta "comissão de sábios" (uuuuiii...) é porque o governo entendeu que era a pessoa certa para esta ENCOMENDA.

E ele, claro, quis agradar ao patrão e esmerou-se... e até exagerou na dose...

Quem o conhece de outras andanças não estranha nem um bocadinho... Encomendas é com ele.
 
Sina!
Se o problema é do baralho, troque-se o mesmo. Se é dos jogadores fora com eles.

Os governos são eleitos suportados em mentiras ou então por questões de fé.

O melhor é não ter governo, pois como diz a canção, "para pior já está bem assim".

O problema não é dos governantes é dos que os põem lá
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