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Sistema Pneuma: respirar felicidade

A respiração Pneuma propõe uma viagem espiritual de autoconhecimento. Quem experimentou fala de sensações únicas e garante ter visto a luz.

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Sistema Pneuma: respirar felicidade

Fechar os olhos, relaxar, ouvir a música, deixar-se ir... O método é simples e está ao alcance de todos, mas quando se fala em respiração Pneuma está a referir-se um sistema espiritual mais amplo, defendido como uma forma de aceder a estados ampliados de consciência, libertadores e transcendentais.

Misticismos à parte, o que está em causa é uma espécie de exercício que requer apenas que se concentre de forma especial naquilo que faz a todo o momento, sem sequer pensar nisso: respirar.

A diferença, explica Margarida Castro, facilitadora do sistema (alguém habilitado a acompanhar e guiar as sessões Pneuma), está na intenção colocada neste exercício, que é "uma via de alcançar o divino que há em cada um de nós".

Os princípios da respiração Pneuma foram desenvolvidos pelo psicólogo peruano Juan Ruiz Naupari e introduzidos em Portugal há cerca de um ano por Margarida Castro, como coordenadora do instituto Inkarri Portugal. A abordagem recupera o conceito de "morte mística", algo, segundo Margarida, "já existente nas civilizações egípcia, inca e no hinduísmo". Essa morte representa o caminho necessário para que regressemos à nossa essência, despojando o espírito de tudo o que lhe é alheio e que o vai contaminando.

Quem experimentou fazer estas "viagens espirituais", diz ter valido a pena. Maria, 41 anos, realizadora de vídeo, chegou à respiração Pneuma através de uma amiga e na posição de alguém absolutamente agnóstico. "Senti-me curiosa, mas não levava grandes expectativas, o que talvez tenha sido melhor", conta. Maria tem dificuldade em explicar o que aconteceu em Outubro, quando fez a respiração pela primeira vez, mas as impressões que lhe ficaram foram "muito fortes". "Não tive visões, não posso descrever nada do género, mas ao fim de 20 anos sem acreditar, senti claramente a presença de Deus, senti que não estava esquecida e algo me fez mudar, porque percebi que tinha de aprender a ouvir mais e a estar mais aberta ao que me rodeia."

Margarida Castro está habituada a ouvir relatos do género. "As experiências diferem muito, mas é habitual cada pessoa passar por uma perspectiva 'panorâmica' da sua condição, como se se visse de fora e assim compreendesse o que está mal na sua vida, qual o caminho para mudar."

"Sei que descrições destas podem soar estranhas e não aconselho ninguém a experimentar as sessões Pneuma se vai de pé atrás. Mas recomendo-as absolutamente. Eu própria levei o meu filho de 16 anos a fazer uma e ele adorou", confessa Maria.

Na prática, a respiração é apenas parte de um processo de formação mais completo. Margarida Castro organiza regularmente cursos (a 5 e a 13 de Fevereiro acontecerão mais duas conferências em Lisboa sobre o Sistema Pneuma) que abrangem um lado teórico capaz de dar mais sentido ao que acontece depois, durante as horas que dura a respiração.

Segundo a facilitadora, não há que temer a experiência, sempre realizada com música, seguindo três momentos diferentes: um com mais ritmo, outro mais emocional e um último, de relaxamento. "Há quem descreva sentir uma tontura inicial, cãibras ou formigueiro, mas isso é normal e apenas indicador de uma mudança de estado. A sensação no final é quase sempre de paz e maior serenidade"

(Texto publicado na Revista Única do Expresso de 30 de Janeiro de 2010)


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