27/05/2012 atualizado às 1:18
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Sismo: E se tivesse sido em Portugal?

A pedido do Expresso, o simulador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil recriou o sismo de Itália nas proximidades de Lisboa. O resultado seria bem mais negro: 3.598 edifícios destruídos, 1.160 mortos e 168.467 desalojados.

Rui Cardoso
13:01 Sexta feira, 10 de abril de 2009

Perdas humanas e desalojados (clique na imagem para ver o documento em formato PDF)
Se, porventura, tivesse ocorrido um sismo semelhante ao de Itália na zona de Lisboa, que consequências teria? Parece uma pergunta de retórica mas não é. O Simulador de Cenários Sísmicos do LNEC (LNECloss) permite dar-lhe resposta.

A pedido do Expresso o LNEC imaginou um cenário em que um sismo de origem local e de intensidade semelhante ocorria em Lisboa. O epicentro arbitrado foi Sacavém e o sistema adaptou a ocorrência à realidade portuguesa, desde os solos ao tipo de povoamento, características das construções, etc.

O resultado seriam 3.598 edifícios destruídos, mais 11.680 gravemente danificados, correspondendo a 1.160 mortos e 168.467 desalojados. Ou seja, um balanço muito mais negro que o do sismo de L'Aquila, basicamente por ocorrer numa região muito mais densamente povoada. Ainda assim, o número de mortos representaria 0,038% dos habitantes da Grande Lisboa e o número de casas destruídas ou muito danificadas 3,2% do parque edificado.



Intensidade sísmica (IMM) (clique na imagem para ver o documento em formato PDF)
Os gráficos que acompanham este texto ilustram a forma como esta situação se sentiria no terreno, sendo patentes duas observações: à medida que nos afastamos para longe do epicentro os efeitos diminuem, com algumas anomalias explicáveis devido à constituição do subsolo e a diferentes condições de propagação das ondas sísmicas.

Alfredo Campos Costa, investigador do LNEC sublinha tratar-se de "um mero cenário para estudo" e não de algo "que seja provável acontecer". Sublinha, ainda, que há diversas metodologias para estimar o número de mortos e que estas basicamente tomam em conta a quantidade de edifícios destruídos. "Consoante se analisem sismos ocorridos nos Estados Unidos ou no Terceiro Mundo, a observação mostra que o número de óbitos por edifício é muito diferente".






Edifícios colapsados (clique na imagem para ver o documento em formato PDF)
Outra das simulações já feitas diz respeito à ocorrência de um terramoto com a magnitude e o epicentro do de 1755. Se este cenário se repetisse, hoje haveria 27.779 mortos e 26.253 edifícios totalmente destruídos. Ainda que em números absolutos a maior parte dos óbitos ocorresse na Grande Lisboa, incluindo Sintra, Cascais e Oeiras, bem como Setúbal, em percentagem da população atingida os piores valores ocorreriam no Algarve. No que respeita a casas derrubadas, o efeito nesta última região seria ainda maior, à escala, que em Lisboa, afectando 14 a 30% do parque habitacional respectivo. Globalmente, as perdas de vidas representariam 0,28% da população continental, enquanto os edifícios colapsados equivaleriam a 0,88% do parque habitacional. Esta simulação não toma em conta os efeitos de um eventual tsunami na costa portuguesa, situação ocorrida em 1755.

O LNECloss integra dados sobre a sismicidade passada, as características dos solos, o tipo de construções e a distribuição da população. Um sistema de informação geográfica permite implantar com rigor os diversos dados no mapa. Introduzindo os dados de um sismo podem simular-se os efeitos até à escala de freguesia.

Edifícios com danos severos (clique na imagem para ver o documento em formato PDF)
Como explica Ema Coelho, chefe do departamento de engenharia sísmica do LNEC, este simulador permite duas coisas: traçar planos para minimizar os efeitos de um futuro tremor de terra (licenciamento, construção, recuperação, protecção civil, etc) e, a ocorrer uma catástrofe, acompanhá-la em tempo real, ajudando a organizar a resposta e gerir mais eficazmente os meios de socorro.

O simulador, já plenamente operacional, nasceu de um projecto financiado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil em 2002 para a Grande Lisboa mas continuou a ser desenvolvido desde então. Futuramente já integrará o factor tsunami (pelo menos para o Algarve) e poderá ser consultado "on-line" por utilizadores profissionais (Câmaras, Protecção Civil, projectistas, etc).

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CUIDE-SE DOS VIVOS
Musoko (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 17:00 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Não há país no mundo preparado para estas «partidas» da Terra. O homem agride a Terra desde o seu interior, tirando-lhe os minerais, o petróleo, etc., agride o seu solo, agride as suas águas, agride a sua fauna, agride a sua flora, agride a sua atmosfera. A «vingança» são os sismos, os vulcões, os ciclones, os tornados, os tsunamis.
Às vezes ponho-me a pensar: como seria a Terra se a espécie humana fosse extinta? Não escrevo a conclusão a que cheguei porque podia ferir almas mais sensíveis.
Se houver um sismo em Portugal, faça-se o que o Marquês mandou e já será muito bom: cuide-se dos vivos e enterrem-se os mortos.
E não se perca tempo em fúteis discussões entre bombeiros, ministérios, etc.
Uma coisa de certeza não aconteceria: um Presidente da República a desejar-nos bom fim de semana.
 
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    Re: CUIDE-SE DOS VIVOS    Ver comentário
lupus_lunae (seguir utilizador), 1 ponto , 17:18 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
    Re: CUIDE-SE DOS VIVOS    Ver comentário
c barreiros (seguir utilizador), 1 ponto , 17:28 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Se fosse em Portugal
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:59 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Agradeço ao “Expresso” e aos técnicos que fizeram as contas, pelos seus cálculos. Quer-me parecer, no entanto, e com todo o respeito o digo, que se o que aconteceu em Aquila tivesse acontecido em Lisboa (oxalá que nunca aconteça), uma das coisas muito prováveis que teria acontecido é que este "site" estaria quase certamente em baixo, e nenhum de nós estaria aqui. E pergunto: por uma questão de decência e de respeito para com as vítimas de agora, não seria possível que os Jornalistas do Expresso Online estejam um pouco mais atentos a comentários sem qualquer nível, frequentemente insultuosos, sobretudo para terceiros, e que pura e simplesmente, em meu entender, deviam ser banidos? Eu sei que a publicidade paga e é precisa para que este forum se mantenha "grátis": mas é mesmo necessário deixar que, num ou noutro caso, o insulto e a má-educação se transformem em modo típico de proceder? Todos nos podemos exceder, é certo; mas também devem existir critérios que evitem que o nome do “Expresso” fique associado ao "hooliganismo" da pior espécie. Será possível? Será que está mesmo “alguém” do outro lado da linha?
 
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    Hello? Será que está alguém lá em cima?    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 1 ponto , 15:42 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
quem aguenta Sócrates durante 4 anos...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 15:55 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
...está preparado para qualquer terramoto.
 
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Nós temos o salvador
olimanuel (seguir utilizador), 1 ponto , 14:54 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Não faz mal, porque o Sócrates vai fazer um TGV, que resolve todas estas ínfimas questões.
 
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Em Portugal, como assim?
olimanuel (seguir utilizador), 1 ponto , 15:00 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Estive a ler o estudo com atenção, olhando os mapas ao lado.
Lamento, mas a botícia não está correcta. É que Lisboa e arredores NÃO SÃO PORTUGAL. Portugal é, e ainda bem, um país muito mais mulltifacetado, muito mais interessante do que Lisboa e arredores. Espero que os senhores jornalistas e cientistas do LNEC deixem de achar que Lisboa é Portugal e o resto, paisagem. Olhem que o País (e os senhores, por arrastamento) só tem a perder com esse preconceito.
 
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    ... desejo que em nenhum sítio!    Ver comentário
SonyaMS (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
    Re: ... desejo que em nenhum sítio!    Ver comentário
olimanuel (seguir utilizador), 1 ponto , 17:23 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
    Re: Em Portugal, como assim?    Ver comentário
doctorcj (seguir utilizador), 1 ponto , 20:10 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
    Re: Em Portugal, como assim?    Ver comentário
Tiroli (seguir utilizador), 1 ponto , 2:25 | Sábado, 11 de abril de 2009
Portugal preparado para uma coisa do género?
TásQuilhado (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Nem pensar...seria o fim do mundo e do País.
- Quem diz o contrário está completamente a leste da realidade desta espécie de País tal é a desorganização e oportunismo de quem nos governa (e se GOVERNA). Vai uma aposta? Esperemos que tal não seja preciso para bem do que resta da miséria que por aí vai. Mas, entretanto, na zona de Cascais e Estoril, vendem-se casas de milhóes de euros. Crise? Onde ANDA A CRISE? ALGUÉM A VIU POR AÍ?
- Anda cá crise que este País ainda não te viu!
 
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hihihi
Joao Cruz (seguir utilizador), 1 ponto , 17:41 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Para Quando um Terramoto em Portugal ?
 
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Números politicamente fabricados!
C$ (seguir utilizador), 1 ponto , 18:49 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Com precisiosimo à unidade é de duvidar da simulação do LNEC. Os baixos números do LNEC devem ter sido produzidos por ordem de Sócrates para não mostrar o estado caótico do País.
 
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Nem é preciso pensar muito.
socontamasqueentram (seguir utilizador), 1 ponto , 18:59 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
para quem conhece bem é só pensarmos na baixa de Lisboa que mesmo sem abalos os prédios vão caíndo aos poucos.
 
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e
socontamasqueentram (seguir utilizador), 1 ponto , 19:04 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
e o lobby da construção a atacar em força depois da desgraça.
 
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    Re: grande lobby!    Ver comentário
LEO45 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:28 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Sismo em Lisboa!
LEO45 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Em primeiro lugar um sismo em Lisboa só afectaria, felizmente, cerca de 20% dos portugueses (contando com os arredores). É óbvio que a maior parte dos edifícios com mais de 30 anos cairiam como um baralho de cartas. Alguns caiem com o vento e a chuva. Depois gostava de ver como os proprietários de apartamentos desaparecidos resolviam o problema? Têm escritura do lote de terreno onde está o prédio?
A culpa, essa, seria sempre do eng.º José Sócrates, que não previu o fenómeno!
 
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Sismo em Lisboa
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Esperemos que isso não venha a acontecer nunca mais. Já chegou o do tempo do Marquês de Pombal. Todos os crentes que rezem a Nossa Senhora de Fátima, para que tal não aconteça,porque se não fizer bem mal não faz concerteza.
 
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Se fosse em Portugal isto , se fosse aquilo ...
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 20:57 | Sexta feira, 10 de abril de 2009

para analisar a questão sériamente é preciso dizer qual é a probabilidade de acontecer em Portugal e a probabilidade de acontecer em Itália ...a diferença é grande !!!!

Os meios existem em função das "realidades" , apesar da natureza ser uma força imprevisivel .

somos peritos em criar cenários !!!
 
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Caía o governo, mas só nas réplicas seguintes.
ilumimado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:05 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Caia o governo. O país ficava de luto durante um mês. Era o juízo final em Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa, assumia o lugar de primeiro-ministro na sequência de uma vaga de fundo (não tsunami) dos portugueses. Nada ficava de pé nem com ajuda do viagra. Na sequência do desaparecimento de toda a documentação referente ao futebol da 1ª liga, iria ser efectuado um sorteio "numa tenda à porta fechada" onde o Benfica seria eleito o Campeão do campeonato da época 2008/2009. Acreditem, perante semelhante acontecimento (Benfica campeão) essa é que seria notícia. O terramoto, esse seria relegado para as ultimas páginas dos jornais, e as televisões seguiriam o mesmo exemplo, com umas imagens empoeiradas e tremidas. Mas dá-me a sensação que estou embriagado devido à notícia.
 
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Levem o Portas ou o Santana ao poder e verão.
ilumimado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:20 | Sexta feira, 10 de abril de 2009
Levem o Portas ou o Santana ao poder e verão. Não ficará pedra sobre pedra em Portugal (querem melhor terramoto). Aí seremos presas fáceis tanto para os espanhóis, franceses ou mouros. Deixem ficar o Sócrates e Manuela, que com estes, tendas de campanha temos de certeza assegurado. Ah! Esquecia-me, resolvia-se o problema do desemprego. Muita gente morreria, e além disso dava-se emprego a novos (e muitos) coveiros.
 
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