Síria: Rei da Jordânia defende que Bashar al-Assad deve abandonar o poder
O Rei Abdullah, da Jordânia, afirmou ontem em entrevista à BBC que Bashar al-Assad, Presidente da Síria, deveria abandonar o poder, de forma a permitir o início de uma nova era política no país.
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Esta foi a primeira vez que um líder árabe declarou publicamente que Bashar al-Assad deveria afastar-se do Governo da Síria: "Pelo interesse do país, ele deveria desistir e garantir que quem o substitui tem capacidade para alterar o status quo", afirmou o monarca.
A declaração do Rei da Jordânia, em paralelo com a decisão da Liga Árabe de suspender a Síria, no último sábado, representam uma mudança na abordagem dos países circundantes em relação ao Governo de Bashar al-Assad.
O Rei Abdullah esclareceu ainda que entrou em contacto com o país vizinho duas vezes durante o último ano, mas que se tornou claro que "a Síria não tinha interesse em dialogar com a Jordânia ou com muitos outros países".
Síria cada vez mais isolada
"Se houver vida para além de Bashar al-Assad, como será?", é a pergunta lançada durante a entrevista à BBC pelo Rei Abdullah, que acaba por concluir: "Para os líderes da região, o desconhecido é mais assustador do que o conhecido".
Entretanto, a Casa Branca já se pronunciou, defendendo que o Presidente Bashar al-Assad está cada vez mais isolado e perdeu a legitimidade para governar, especialmente depois da Liga Árabe ter suspendido a Síria.
Tal como aconteceu na Líbia, quando a Liga Árabe reconheceu o Conselho Nacional de Transição como poder legítimo, existe a possibilidade que o mesmo volte a suceder com o Conselho Nacional da Síria, formado pela oposição a al-Assad.
O próprio Irão, aliado da Síria, já entrou em conversações com o Comité Nacional de Coordenação, outro grupo da oposição ao regime sírio que é contra a intervenção estrangeira no país, escreve o jornal britânico "The Telegraph".


Yousef Allan/AP Photo
Rei Abdullah foi o primeiro lider árabe a afirmar que BAshar al-Assad deveria abdicar do poder
