Síria: "Intervenção militar não é o caminho"
Uma intervenção militar estrangeira na Síria não é o "caminho certo", afirmou hoje o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, horas depois de um alto responsável da ONU ter qualificado a situação naquele país como uma "guerra civil".
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"Uma intervenção militar estrangeira não é o caminho a seguir na Síria", disse Rasmussen aos jornalistas australianos, privilegiando uma solução política e garantindo que a NATO não tem "qualquer projeto" para uma operação naquele país.
O responsável, que está a cumprir uma visita diplomática à Austrália, salientou que "condena o comportamento das forças de segurança sírias e a repressão" levada a cabo contra a população.
Na terça-feira, o chefe das operações de manutenção da paz da ONU, Hervé Ladsous, classificou a situação na Síria como uma "guerra civil", mas Rasmussen diz não estar seguro se se pode falar de "guerra civil" de um "ponto de vista legal".
O secretário-geral da NATO considera como um "grave erro" o facto de o Conselho de Segurança não ter conseguido alcançar um acordo sobre as formas de aumentar a pressão sobre Damasco, realçando que a Rússia poderia ter desempenhado um "papel chave" no sentido da paz.
"Não existe guerra civil, mas luta contra o terrorismo"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio negou hoje que o país esteja numa situação de guerra civil.
"A Síria não é palco de uma guerra civil, mas luta para erradicar o terrorismo e enfrentar os assassínios, os sequestros e as explosões", indicou o ministério num comunicado, adiantando que os responsáveis da ONU deviam ser "neutros, objetivos e precisos".
"Falar de uma guerra civil na Síria não está de acordo com a realidade. O que se passa é uma guerra contra grupos armados que escolheram o terrorismo para alcançarem os seus objetivos e conspirarem contra o futuro do povo sírio", adiantou o comunicado.
Declarando-se "surpreendido com as declarações" de Hervé Ladsous, o ministério afirmou ser "dever das autoridades sírias combater os crimes e controlar todo o território" sírio.


EPA
Rasmussen garante que a NATO não tem "qualquer projeto" para uma operação naquele país.
