19 de maio de 2013 às 11:13
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Síria: "Intervenção militar não é o caminho"

A posição é do secretário-geral da NATO e surge horas depois do chefe das operações de manutenção da paz da ONU ter classificado a situação na Síria como uma "guerra civil". Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente
Lusa
Rasmussen garante que a NATO não tem "qualquer projeto" para uma operação naquele país. EPA Rasmussen garante que a NATO não tem "qualquer projeto" para uma operação naquele país.

Uma intervenção militar estrangeira na Síria não é o "caminho certo", afirmou hoje o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, horas depois de um alto responsável da ONU ter qualificado a situação naquele país como uma "guerra civil".

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"Uma intervenção militar estrangeira não é o caminho a seguir na Síria", disse Rasmussen aos jornalistas australianos, privilegiando uma solução política e garantindo que a NATO não tem "qualquer projeto" para uma operação naquele país.

O responsável, que está a cumprir uma visita diplomática à Austrália, salientou que "condena o comportamento das forças de segurança sírias e a repressão" levada a cabo contra a população.

Na terça-feira, o chefe das operações de manutenção da paz da ONU, Hervé Ladsous, classificou a situação na Síria como uma "guerra civil", mas Rasmussen diz não estar seguro se se pode falar de "guerra civil" de um "ponto de vista legal".

O secretário-geral da NATO considera como um "grave erro" o facto de o Conselho de Segurança não ter conseguido alcançar um acordo sobre as formas de aumentar a pressão sobre Damasco, realçando que a Rússia poderia ter desempenhado um "papel chave" no sentido da paz.

"Não existe guerra civil, mas luta contra o terrorismo"


O Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio negou hoje que o país esteja numa situação de guerra civil.

"A Síria não é palco de uma guerra civil, mas luta para erradicar o terrorismo e enfrentar os assassínios, os sequestros e as explosões", indicou o ministério num comunicado, adiantando que os responsáveis da ONU deviam ser "neutros, objetivos e precisos".

"Falar de uma guerra civil na Síria não está de acordo com a realidade. O que se passa é uma guerra contra grupos armados que escolheram o terrorismo para alcançarem os seus objetivos e conspirarem contra o futuro do povo sírio", adiantou o comunicado.

Declarando-se "surpreendido com as declarações" de Hervé Ladsous, o ministério afirmou ser "dever das autoridades sírias combater os crimes e controlar todo o território" sírio.

Comentários 10 Comentar
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O ditador sírio não sai a bem
Então vai ser preciso usar as armas e derrubá-lo.É o preço da Democracia.
HIPÓCRITA
Este representante da NATO pois a pedido de certas nações não se intrevem nesta chaçina.
Para que serve a NATO?
Re: HIPÓCRITA? Ver comentário
Re: HIPÓCRITA? Ver comentário
QUEM OS VIU E QUEM OS VÊ!
Na Síria está em curso um confronto entre as duas grandes correntes do islão.
Xiitas e Sunitas prometem digladiar-se pelo poder de Damasco mas dai a uma guerra civil vai uma grande distância.
Se detrás do regime está o Irão e o Hezbollah; detrás dos sunitas está a Irmandade Muçulmana e todo o fundamentalismo islâmico waabita. De ambos os lados encontram-se voluntários estrangeiros e, o conflito promete rios de sangue.
Em 1982 o paizinho de Bashar teve que lidar com uma revolta sunita em tudo igual á que está em curso e, o desfecho foi de uma violência atroz. Só na cidade de Hama, segundo o comité dos direitos humanos da Síria, foram mortos 40.000 almas sunitas… na altura a esquerda acomodada e caviar europeia nada disse. Mais, até apoiou. Figuras como Santiago Carillo e Álvaro Cunhal viam nos alauitas liderados pelos Al Assad verdadeiros e heróicos resistentes ao expansionismo americano.
Ironias do destino… mais uma!
Qualquer solução para o conflito em curso está em Teerão e não em Damasco
ahh pois é...
estas declarações são musica para o ditador da síria!
os seres humanos são carne para canhão..
és mais humano se tiveres.. petróleo...
ou se for do interesse de alguns países
se não tiveres nada....bem podes morrer..que a ONU esta se cagando!!!!
Mexem-se conforme os interesses em jogo.
Mas que raio de critério é este? E nos outros lugares onde andam a disparar tiros?? É preciso morrer mais gente inocente e a Rússia continuar a fornecer armas ao dono da casa. A NATO fala ela boca do seu dono: USA.
A Nato não tem que meter o bedelho.
Todavia não deixa se ser curiosa a posição de quem defendeu o contrário nos Balcãs a pretexto dos direitos humanos, mesmo contra a Lei Internacional e contra a ONU.

Na Síria não existem direitos humanos, pelos vistos...

O que é preciso é mudar a ONU e a desfaçatez de certos líderes. A situação Síria é completamente inaceitável nos dias de hoje e deve envergonhar-nos a todos.

Esse Rasmussen e outros como ele, não passam de palhaços a soldo cuja última preocupação são as pessoas.

Verdade seja dita, os USA parecem ser neste momento dos poucos a dizerem as verdades, mesmo contra a Rússia.

Se for preciso contribuo para que se deitem uma bombas em cima do Assad e companhia.

Síria
Syrian rebels tried to get reporter killed in anti-Assad propaganda bid
www.rt.com/news/syria-journalist-rebel-trap-436/
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Obama vetoed Assad assassination attempt
rt.com/usa/news/obama-assassination-assad-syria-641/
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World at risk as Syrian chemical stockpile faces plunder
www.rt.com/news/syria-chemical-weapons-threat-816/
Mal por mal.......
Três hipóteses; a Síria não se invade por o Ocidente estar "teso" e não ter "cheta" para uma operação que, duvido tivesse sucesso. Porque os movimentos "pró-democracia" como agora os jornalistas dizem, constituídos por autênticos gangsters e extremistas islâmicos não garantem serem melhor que Assad. A Grécia sair do Euro e por vingança contra essa Europa, abrir-se a Leste e entrar na esfera política da Rússia, Irão e já agora China! Mal por mal venha o Diabo e escolha. Por mim deixem lá estar o Assad.
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