O chefe da missão de observadores da Liga Árabe na Síria, o general sudanês Mohammed Ahmed Mustapha al-Dabi, demitiu-se, disse hoje à AFP um responsável da organização.
As causas da demissão não são ainda conhecidas, de acordo com a mesma fonte que falou à agência francesa sob anonimato.
Os ministros devem também discutir a possiblidade de enviar uma missão conjunta das Nações Unidas e da Liga Árabe na Síria, precisou.
O responsável acrescentou que o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, se reuniu com o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Abdel Ilah al-Khatib, qu foi enviado da ONU à Líbia no ano passado e poderá tornar-se o enviado comum das duas instâncias na Síria.
Os ministros árabes dos Negócios Estrangeiros devem ter hoje no Cairo uma série de reuniões para decidir novas medidas para pôr termo à repressão sangrenta que se desenrola na Síria há cerca de 11 meses.
Ações de violência não param
O dia começa com uma reunião dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que expulsaram esta semana os embaixadores da Síria, seguindo-se uma reunião do comité da Liga Árabe sobre a situação no país e uma reunião plenária de ministros da Liga na sede da organização.
Ainda antes dos início das reuniões, Damasco acusou os países árabes de andarem a soldo das potências ocidentais: "Não será propriamente uma surpresa porque as ordens já foram transmitidas. Eles não decidem nada, eles não podem fazer mais do que executar. Já o fizeram no passado e fazem-no hoje", escreve hoje o jornal governamental As-Saoura.
No terreno, as ações de violência não param, sobretudo em Homs, onde quatro civis foram mortos hoje de manhã em bombardeamentos e tiroteios, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos de Homem, que deu conta de 35 'rockets' lançados durante a manhã apenas no bairro de Baba Amr.