Sinistralidade rodoviária: educação tem de ser envolvida no combate
A sinistralidade rodoviária tem vindo a diminuir em Portugal mas há ainda muito a fazer. Morrem mais homens do que mulheres na estrada, sobretudo entre os 15 e os 45 anos de idade, segundo dados de Lúcia Ferreira, presidente da Associação Perdas e Afectos.
Neste momento o maior número de acidentes dá-se dentro dos centros urbanos, pelo que existe já um plano nacional para envolver as autarquias de forma a que estas façam parte da solução.
Mais crise, menos condução na auto-estrada, mais acidentes
A crise está a empurrar os condutores para fora das auto-estradas,o que significa problemas acrescidos ao nível da segurança rodoviária.
Segundo o INEM, representado pelo presidente, Miguel Soares de Oliveira, "a aposta tem sido na redução de custos e otimização dos recursos humanos e materiais. Há hoje um maior número de ambulâncias a circular e mais técnicos preparados para agir".
José Miguel Trigoso, do Conselho de Direção da Prevenção Rodoviária Portuguesa, insiste que faltam mecanismos para tornar os condutores conscientes dos perigos nas estradas e que isso não se consegue apenas com a carta de condução.
Recuperação pós-acidente é muito complexa
Um acidente rodoviário não afeta apenas o sinistrado. Além das consequências físicas, há todo um trauma, não só pessoal mas também familiar. A Associação Perdas e Afectos, com nove profissionais preparados para atuar, pretende reestruturar emocionalmente e mentalmente enlutados e sinistrados, de forma a diminuir os custos emocionais e económicos destes acontecimentos.
Acreditam que uma adequada intervenção e acompanhamento às vítimas pode fazê-las regressar à vida ativa mais rapidamente. A diminuição da fatura reflete-se na redução da toma de medicamentos, do número de hospitalizações e tempo de absentismo.
Seguradoras combatem fraude com sensibilização
A área automóvel é aquela onde existe maior tentativa de fraude e o que caracteriza este crime, atualmente, é o facto de ser perpetrado por valores muito baixos (inferiores a 200 euros) e o número de casos estar a aumentar.
Enquanto a resposta oficial a este problema não é totalmente eficaz, a seguradora Liberty tem vindo a desenvolver iniciativas no intuito de fomentar hábitos de condução mais seguros. A campanha mais recente foi criada há cerca de um ano e chama-se "Eu Respeito a Estrada!".


