O presidente do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (SITEMA) afirmou hoje que os próprios donos dos aparelhos é que são os responsáveis pela sua manutenção e defendeu uma maior fiscalização.
"Para aeronaves até 5700 quilogramas, a manutenção é feita pelos proprietários ou pelos pilotos, porque os pilotos têm autonomia para isso", explicou Óscar Antunes.
O sindicalista falava na sequência da queda, ontem à noite, de uma aeronave perto de Montemor-o-Novo, que causou a morte de duas pessoas e vem aumentar para 12 o número de aparelhos que caíram desde janeiro de 2009.
Sindicato reclama supervisão
O que Óscar Antunes desconhece é se essa manutenção é feita e em que condições, defendendo que deveria haver uma entidade que supervisionasse essas aeronaves.
"Duvidamos que a manutenção desses aparelhos esteja a ser feita de acordo com as regras", afirmou.
O sindicalista realçou ainda que "escasseiam técnicos qualificados e certificados" para a manutenção de aeronaves, o que não facilita quando os proprietários querem que o aparelho seja inspeccionado por um especialista.
Certificação questionada
Lamentando o acidente de sábado, Óscar Antunes atribuiu ainda o elevado número de quedas de aeronaves desde 2009 ao aumento da compra desses aparelhos em Portugal.
"É também um reflexo de que cada vez há mais aeronaves no país. Há um crescimento de compra que não tem sido acompanhado por um rigor técnico na manutenção", sublinhou Óscar Antunes.
O sindicalista disse que, à semelhança dos veículos automóveis, também as aeronaves são obrigadas a fazer uma inspeção ao fim de um determinado número de horas de voo.
No entanto, questiona-se se a pessoa que faz essa inspeção está certificada para o fazer.
Para Óscar Antunes, uma das soluções seria a criação de centros independentes para inspecionarem as aeronaves.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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