A longa carta, dirigida ao "juiz conselheiro Pinto Monteiro", acusa o atual procurador-geral da República (PGR) de se desculpar com a falta de poderes para "justificar os insucessos do Ministério Público" e diz que a hierarquia do MP "está moribunda".
O sindicato acusa Pinto Monteiro de reclamar mais poderes "sem nunca os nomear" apesar de ser o PGR com mais poderes desde o 25 de Abril.
No caso concreto do processo Freeport, a direção do sindicato diz que Pinto Monteiro teve conhecimento prévio do despacho dos procuradores Paes Faria e Vítor Magalhães e crítica o facto de Pinto Monteiro nunca ter feito nada para evitar que o processo estivesse entregue a um procurador do Montijo durante três anos.
A carta surge em resposta a uma entrevista de Pinto Monteiro onde acusava o sindicato de ser um lobby e de funcionar como um partido.